domingo, 20 de janeiro de 2013

Carta de ''eu'' para ''quem sou''- I


Olá pequena!
 Como estás? Ultimamente tenho te visto mais serena que o costume, mais ''tu'', o que sempre foste se é que me faço entender, e parece-me bastante bem. Porém surge-me uma duvida. Afinal onde foste tu buscar essa serenidade toda? Essa despreocupação suave que não assusta? Essa leveza particular? Era esse o segredo que sempre guardaste? Ou é apenas esse o teu outro lado? O lado que não doí? Va, eu sei que o lado que doí raramente o mostras, mas a minha pergunta é: Essa leveza despreocupada que mostras hoje, é a que sentes interiormente, ou é apenas mais umas das tuas máscaras convincentes que também vais usar amanhã? Gostava sinceramente de o saber ou de te perceber, porque não o sei e percebo-o ao mesmo tempo, percebo-te, tal como a mim. Oh, não me consigo explicar, mas também não preciso, sei que me compreenderás de qualquer jeito, mesmo quando sou confusa demais. Mas tu também o és, ainda mais que eu não é verdade?
Bem, talvez eu queira que tu o admitas, admitas o que sentes. Estás igual apenas, ou melhoraste? Será que regressaste de vez com todas as tuas malas de sorrisos e boas recordações?
,E já deitaste as mágoas ao mar? Ou deixaste que elas fossem levadas pelo vento? Julgo que as deitaste ao mar, afinal, nele todas essas mágoas para além de poderem ser levadas para longe, serão purificadas e tornar-se-ão limpidas, ironicamente limpidas. Caso fossem levadas pelo vento, sabe-se lá se elas não iriam dar a volta ao mundo, e nessa viagem juntar mais umas quantas mágoas e tristezas e ainda como que por magia voltar para ti só para te consumir um pouco mais alma. É verdade o que digo? Talvez o seja, mas gostava de te certeza. Responde-me pequena, por favor.

Com amor,
aquela que te conhece

sábado, 19 de janeiro de 2013

Ajuda-nos a proteger este refugio!

''Os habitats do mar profundo alojam criaturas misteriosas, frágeis e de crescimento extremamente lento. Escandalosamente, fora do nosso alcance físico e visual, navios de pesca industrial de meia dúzia de países, entre eles Portugal, estão a destruir a uma velocidade estonteante estes oásis das profundezas, por um retorno económico irrisório a nível global.''

A pesca de profundidade é uma actividade inerentemente destrutiva, insustentável e ainda ineficiente. Muitas das espécies capturadas nem são utilizadas para consumo e são devolvidas ao mar já sem vida ou moribundas, enquanto os seus habitats foram irremediavelmente danificados pelo equipamento usado.''

O valor comercial desta pesca é insignificante no sector dos produtos do mar, enquanto que milhões de pessoas em todo o mundo dependem de oceanos saudáveis.''
http://www.greenpeace.org/portugal/pt/participa/peticoes-online/proteger-o-fundo-do-mar-2/
 
Vamos lá, não deixem que este maravilhoso mundo se extinga aos poucos!
''Ajuda-nos a proteger um dos últimos refúgios da vida marinha do planeta!''

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O que fui, sou e serei


O que eu poderia ser tu nunca irás perceber, se mesmo o que já sou não entendes e o que fui nunca quiseste compreender. E foi aí que tudo começou, no passado. Que começou sem sequer ter começado, e que no entanto já estava terminado. Foi aí, nessa altura, que te esqueceste do que essa tua atitude traria e o que essa tua falta de compreensão comprometeria.
Pensavas mesmo que entrarias num mundo assim tão confuso como o meu com pequenas suposições, meras adivinhas? Supor não é atingir, e adivinhar muito menos é interiorizar. E tu não atingiste nem interiorizaste o que outrora eu era e desse modo o continuas a fazer ainda hoje. Sabes, é por isso mesmo que amanhã nunca saberás quem serei. Aliás, nunca vais saber nada de mim, não porque eu não queira, mas porque tu nunca te importaste. Sim, porque fingir importar também não é importar. E sabes outra coisa? Hoje sou eu quem não se importa mais.