quinta-feira, 2 de maio de 2013

Ah e tu devias saber...


Ah e tu devias saber que um céu estrelado perde o brilho ao lado dela, assim como o sol perde o encanto e a primavera perde a frescura dos aromas. Devias saber que o teu sorriso não faz sentido sem o dela, que o teu dia é monótono sem a sintonia da sua voz, que as vossas parvoíces sem sentido são o teu equilíbrio e que fazem mais sentido do que tu julgas e que o cheiro dela na tua roupa te pode vir a fazer falta um dia. Devias sabe-lo.



(quis salientar de novo estas palavras do texto ''não a deixes ir''
 - não sei porquê mas não me saem da cabeça )

terça-feira, 30 de abril de 2013

Subtileza do olhar


Observa toda a subtileza de gestos. Cada rumo que se altera, cada passo falhado e cada acertado, cada avanço que dás sem fraquejar, cada fraqueza que ultrapassas sem o demonstrar. Observa. Observa as palavras que não devias ter dito e as que disseste sem pensar. Oh, mas as palavras não as podes observar... Então ouve-as, ouve a marca que deixaram na alma ou simplesmente o som que permanece nas partículas do ar. Inspira, expira. Levanta o olhar, observa tudo em redor e de novo foca-te em direcção aos passos, porque esses...  Ah desses não te podes soltar.
Mantém-te firme, confiante para onde vais, ou então deixa-te simplesmente ir, para onde tiveres que ir, se tiveres que ir e por alguma ou nenhuma razão. Mas vai. Não pares, porque o tempo passa mesmo que não o observes de todo a passar, mas tu sentes, pressentes... vês e não vês ao mesmo tempo. Tens os olhos abertos?
Oh passa a mão pelo baú, recorda as recordações. Passa a mão pelo piano. Ainda te lembras como te soavam bem até mesmo as notas erradas? Oh e encontras aquele peluche preferido bem num cantinho protegido pelos restantes, a foto que sempre te fez desabar de emoções e a primeira carta de amor que recebeste. E sorris. Estás agora sentada a ver o álbum de fotografias e vês-te lá, tal como se um momento presente fosse. Viajas no tempo e por momentos encontras as pessoas que perdeste, vê-las perto de ti e sentes um conforto tão aconchegante como sentias aos 4 anos quando pedias colo ou um abraço a alguém que gostavas.
Oh e acordas subtilmente de um sonho e agora sim, agora já tens os olhos abertos. Abertos para o mundo. Não os feches tantas vezes, porque o que te inspira apesar de estar dentro daquilo que és, não depende só disso. Agarra-te a ti mas abre os olhos. Porque ah, ainda mais subtil do que todos os gestos, todas as sensações e recordações é a tua expressão do olhar.

Opiniões **

Gente linda queria opiniões sobre qual das minhas histórias preferem. Adorava saber!! Qual gostam mais, o Diario da estrela, o Ele para ela & ela para ele, ou tu e o chocolate ou Cartas de ''eu'' para ''quem sou''? 
Oh é que ando com uma vontade de retomar a ''Tu e o chocolate'', acho que ainda tenho tanto para escrever, não faz sentido te-la dado por terminada. Não sei.. Que me dizem? Por favor ajudem-me!