quinta-feira, 16 de maio de 2013

Votações

Meus e minhas seguidores venho perdir-vos para votarem na vossa histórias preferida, gostava de saber mais dos vossos gostos perante o que escrevo :)
Obrigada e bom resto de semana para todos !

Ps: Estão no cantinho superior direito as opções.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O seu nada ou o seu tudo



Uma vaga de calor parece tê-la alcançado, e de súbito todos sorrisos afáveis, toda a energia do olhar, todos os gestos singelos, histórias e felicidade parecem ser alvo de evaporação. A garganta está seca e as palavras deixam de sair suave e coerentemente, a vibração dos sons parece perturbada e ao alcance da audição os sons não parecem chegar, parecem perder-se pelo caminho. Oh e por isso os gritos de socorro já não se fazem ouvir...
Gradualmente cada gotinha, agora frágil, parece estar indecisa entre o estado em que permanecer. Entre o limite da ida para sempre e do regresso para ficar, do adeus e do até já, do liquido e do gasoso. Agora tudo parece estar nas mãos da natureza, - e estar nas mãos da natureza nunca lhe assustara tanto em toda a sua vida - no aumentar ou baixar da temperatura. O tempo escasseia, os ponteiros estão a rodar desenfreadamente e oh a temperatura a aumentar a uma velocidade indeterminada... E assusta.
O calor excessivo faz-lhe ter uma miragem... e por segundos fraquejou, faltou-lhe o ar. Recuperou rapidamente, porém notou que a sua força não era a mesma. Está agora fraca, tão ou mas frágil que as gotinhas, igual ou pior do que a situação delas e sem saber também o que fazer. Pouco fala. Não dorme. Nem mesmo pensar sabe se o faz de uma forma saudável, isto se algum dia pensar para ela fora algo saudável. As forças já não lhe permitem tirar conclusões ou fazer julgamentos. Não, julgamentos não... Já pouco se importa com  que está errado ou certo, agora só queria ter uma oportunidade para transmitir ar puro aos seus pulmões e ar fresco à sua pele ou pelo menos amaciar a garganta. Já não pede nada senão a pureza de sorriso e a frescura da felicidade, a ternura das simplicidade. Porque do nada tudo se virou do avesso? porque sem motivo aparente? Ah natureza, faz algo por ela por favor, ouve-a ou simplesmente segue o teu curso e deixa que a sorte decida o seu fim... O seu fim ou o seu inicio. O seu fim ou o seu sempre. O seu nada ou o seu tudo.

sábado, 4 de maio de 2013

Leveza desconhecida


E lá está ela caminhando pela floresta de sensações adiante, calma desta vez, mas não medindo os passos nem contando os ritmos sonoros produzidos pelas solas das sapatilhas em contacto com as folhas. Inspira fundo e expira devagar, de forma regrada, sem grandes alterações cardíacas nem expressivas. Demasiado normal para o normal se é que me faço entender. Algo se passa por não se passar, porque não se passar é raro nela. Portanto passa-se, porém sem se notar desta vez nas suas expressões faciais evidências de algo ruim ou confuso. Hoje não lhe tiras nada de melancólico do rosto, vislumbras um sorriso leve aqui e outro ali e um olhar sem destino. Sem destino mas não um olhar perdido. Sem destino apenas por se encontrar solto, mas perdido nunca, solto só, a pairar sobre o que a rodeia.
Hoje as frases levam breves pausas, sem o habitual nervosismo pela falha ou outra coisa qualquer. Um terrível estado de simplicidade abordou-a e não o sabe explicar. E tudo isto me parece estranho mas para ela não. Hoje já nem se questiona, o que é ainda de maior relevância e estranheza, um ponto a observar. Observa... A primavera trouxe com ela alergias e ao que parece esta rapariga anda incomodada com elas, anda alérgica a questões. Da-lhe uma comichão dos diabos! Quem diria que a primavera trouxesse tais alergias não é? Tudo está vago mas ao mesmo tempo concreto. Descomplicou. Descomplicou e desembrulhou uns quantos cobertores de problemas de forma a que a bagagem se tornasse mais leve. Ah e o desembrulhar dos cobertores fez com que se deixasse a descoberto o cheiro a camomila, tão suave.. Fechou os olhos e por momentos sentiu uma leveza contagiante a espalhar-se no ar. Ah leveza desconhecida, de onde vieste tu?