sábado, 24 de agosto de 2013
Tanque de guerra
E caminho por entre caminhos aparentemente bonitos o tempo todo, com pessoas felizes que me parecem adorar, e todas elas sorriem para mim e eu sorrio em troca. Ah parecem tantas, parecem flores lindas, todas elas incríveis, todas elas verdadeiras, todas elas surreais ao mesmo tempo.
O mundo porém engana bem, as aparências iludem, e tudo o que nos parece um caminho bonito, pode ser um caminho cheio de buracos mal tapados, cheio de armadilhas cuidadosamente preparadas. Perceberás um dia que esse caminho não foi feito para o enfrentares como um tapete vermelho, mas como um tanque de guerra, ou vida, se assim preferires. Vais perceber que metade do que parecia fácil vai consumir-te a cabeça por dificuldade e que a outra metade que achavas difícil vai-te surpreender pela facilidade. Vais olhar mais tarde para toda aquela gente e vais dar conta que faltam imensas, que umas se foram embora porque quiseram e outras traíram a tua confiança, mentiram-te e tu fizeste questão que elas não ficassem.
Nada te vai parecer como anteriormente, já não vão parecer flores lindas, tanto as que foram como as que ficaram. As que foram passam a ser flores de espinhos e as que ficaram flores apenas. Flores apenas porque nunca saberás quem elas são, nem elas saberão o que tu és. Talvez sempre tenham sido todas surreais. Não saberás.
No final, não te vais arrepender de nada, nem das que foram, nem das que ficaram, nem das que estão para vir ainda, nem das que estão para ir também. Vais continuar a andar, mesmo sabendo que estás num tanque de guerra, e mesmo sabendo disso vais conseguir ver flores, vais conseguir ver sorrisos, vais conseguir sorrir.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Tu e o chocolate VII #

Um dia eu já gostei de escolher uma entre diversas flores, gostei de apontar o melhor perfume no bloquinho de notas, gostei também de passar tempos em busca de borboletas e também de amar o desconhecido. Mas eu gostei de tanta coisa, amei tantas coisas, muitas delas simples mas outras tantas delas tão complicadas.
Isto não passa apenas de um ciclo, um conjunto de ações que levam reações e tudo acaba por voltar exatamente ao mesmo sitio. Talvez seja um engano. Mas ah, eu tenho medo que o seja, que não passemos de uma fase do ciclo, um pedacinho de historia esquecida, uma repetição, entendes?
Mas amor não pode ser engano... Como pode se foi a partir dele que te escolhi entre as diversas flores? Que passei a apontar naquele caderninho os nossos passeios em vez daquele perfume fantástico que vi? Oh, mas eu prefiro apontar-nos, apontar o que apontamos no coração mas com uma caneta. Eu prefiro isso aos perfumes. E prefiro milhões de vezes deixar de passar tempos infinitos em busca de borboletas para passar tempos a olhar o relógio esperando o momento de estar contigo. Porque sei que vou ter-te do meu lado, que mais cedo ou mais tarde vou encontrar-te diante dos meus olhos e isso não acontece com as borboletas. Elas nem sempre aparecem e eu nem sempre as encontro.
A única coisa que não alterei na minha vida foi amar o desconhecido. Agora o desconhecido somos nós. e somos um grande trocadilhos eu sei. Talvez seja mesmo essa a piada, buscar algo num meio de trocadilhos.
Oh eu escolhi tantas vezes o que não interessava.. E hoje escolho-te. Escolho-te vezes e vezes sem conta e era capaz de o fazer outra vez. Porque de cada vez que o faço é diferente, nós estamos diferentes. Sabes que mais? Nós não fazemos parte desse ciclo, nunca vamos fazer.
domingo, 18 de agosto de 2013
O sorriso de lua #
E quando
ele me tirava o cabelo do ombro? Oh como isso me fazia arrepiar a espinha. Era
como uma brisa quente de verão, tal e qual. Passava ao de leve e fazia-me feliz
sem sequer ter explicação. Era o melhor que podia ter numa tarde de verão, só
porque sim, só porque me fazia sorrir, só porque o fazia sorrir.
Estávamos ali na praia num final de tarde a admirar o por do sol, lembraste? Tinhas os braços à volta da minha cintura e as tuas mãos interlaçavam-se junto da minha barriga, e eu encostava a minha cabeça no teu ombro bem ao de leve, e tu dizias-me ao ouvido de uma forma doce que nunca me irias deixar. E eu não respondia, deixava as palavras perderem-se na brisa enquanto as saboreava e segurava-te nos braços numa de te dizer ‘’nem eu deixava que tu fosses’’.
Olha então agora para mim, aqui, ridícula, deixei-te ir e tu deixaste-me ficar…Deixei que me enganasses… – Disse lua num tom desesperado enquanto soluçava por entre todos aqueles sentimentos contraditórios que a assombravam.
Estávamos ali na praia num final de tarde a admirar o por do sol, lembraste? Tinhas os braços à volta da minha cintura e as tuas mãos interlaçavam-se junto da minha barriga, e eu encostava a minha cabeça no teu ombro bem ao de leve, e tu dizias-me ao ouvido de uma forma doce que nunca me irias deixar. E eu não respondia, deixava as palavras perderem-se na brisa enquanto as saboreava e segurava-te nos braços numa de te dizer ‘’nem eu deixava que tu fosses’’.
Olha então agora para mim, aqui, ridícula, deixei-te ir e tu deixaste-me ficar…Deixei que me enganasses… – Disse lua num tom desesperado enquanto soluçava por entre todos aqueles sentimentos contraditórios que a assombravam.
(Antes de mais queria pedir-vos mais uma vez desculpa pela minha ausencia. Não andei por estes lados, fui de ferias e nem imaginam o quanto me custou não vir aqui escrever para voçes. Em contrapartida comecei a escrever um livro e.. Estou a gostar tanto de o fazer! Este é apenas um excerto dele. Espero que gostem. Mais uma vez peço-vos desculpa!)
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