sábado, 12 de outubro de 2013

Somos 10.000 *

Oh já somos mais de 10 mil almas e eu nem consigo acreditar! Tenho de vos agradecer, a cada um contribuiu para este numero de visualizações e especialmente a cada um dos meus seguidores. Sei que pode nem ser muito, mas tem um grande significado para mim.
Agradeço-vos do coração por me lerem, por ''ouvirem'' cada uma das palavras que eu vos digo e por me fazerem sorrir com as vossas opiniões e por me fazerem pensar com os vossos textos.
É por isto que vale a pensa pertencer a esta comunidade, porque compreendemo-nos uns aos outros, ajudamo-nos.
Obrigada mais uma vez, vocês são incríveis :)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Tu e o chocolate IX #

amazed:

Emaranhados, somente emaranhados. Pensamentos, lençóis, o cabelo pela manhã, cada um com o seu enlear característico, o seu toque confuso, a sua essência difícil de desembaraçar. Existe um possível aconchego em cada uma delas, dependendo do sentido, dependendo da circunstância, dependendo... Oh e os pensamentos emaranhados sobre ti aconchegam, e os lençóis embaraçados a cheirar a camomila confortam, e o cabelo empecilhado pela manhã faz sorrir.
Tudo o que me parece confuso conforta-me mais do que o que me parece simples. Os pensamentos simples levam-me a conclusões rápidas e eu odeio isso, odeio certezas, odeio conclusões, odeio fins. Já os lençóis esticados fazem-me lembrar sonhos vazios, um mundo parado, sem nada para desvendar, e o cabelo penteado ao acordar faz com que eu não tenha com que me rir e chatear pela manhã, e eu gosto disso, adoro.
Mais do que qualquer ''simples emaranhar'' gosto de nós. De nós porque eu e tu somos complicados, porque eu e tu não temos conclusões, porque tu me fazes sorrir, porque és o meu aconchego. E tudo isto é porque somos e estamos emaranhados, somente emaranhados.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Carta de Saudade II #

 
Naquela sala outrora houveram longas conversas, grandes gargalhadas e sorrisos. Ali houve horas e horas a fio repletas de sinceridade, marcas deixadas no tempo, pessoas que se tornaram eternas. O tempo passou tão rápido por aquele lugar... Oh, agora o chão de madeira brilhante dá lugar à mera madeira gasta pelos sapatos e pelo bicho. Agora tudo o que era um ar limpo dá lugar à intoxicação de pó. Tudo se tornou escuro, só porque sim, só porque o tempo quis que assim o fosse.
E tudo isto me faz confusão, não as lembranças, mas as saudades. Saudades de ouvir o ranger da porta e que mesmo sem olhar eu saber que ias ser tu a entrar. Tenho saudades. Saudades ainda maiores porque julgava que ia ser sempre assim, porque julgava que ias estar para sempre junto daquela porta à minha espera. Hoje não... E o quanto eu me arrependo de não ter olhado todas as vezes que passaste por ela, todas as vezes que eu ouvi o ranger da porta. Oh, em todas elas eu podia ter gravada mais um pedacinho de ti e não o fiz.
E agora? A única coisa que vejo é a tinta a descascar, a tua sombra imaginária no chão de madeira, o tempo a passar, e um monte de recordações enclausuradas na minha cabeça, sem haver retorno, sem haver maneira de voltar atrás.