sábado, 2 de novembro de 2013

Carta de ''eu'' para ''quem sou''- II

 
Olá pequena,
Ultimamente não tenho ouvido nada sobre ti, não sei se por mim culpa ou se por tua... Talvez culpa minha por ter achado que estava tudo bem, por ter sequer julgado que era serenidade o nome do teu silencio... Não era e agora vejo que era  apenas um mergulho de busca, um mergulho de compreensão.
Não te ouço e por mais que eu fale tu não me pareces entender. oh e tu sabes que só sei o que digo quando tu me entendes. Sempre mantivemos uma relação de simbiose, eu preciso de ti, mas também tu precisas de mim. Então porque não me respondes? Porquê te escondes?
A tua ausência, a ''minha'' ausência tem baralhado os meus dias, delimitado as minhas ações. Poucas são as coisas que não me parecem vazias, poucas são aquelas a que atribuo significado. Falta-me a coerência que sempre te esforçaste para me dar e agora sem a tua ajuda já nem incoerente consigo ser.
E eu sorrio, e tu não reages, tens te tornado cada vez mais neutra, mais auto protetora. Oh, mas pequena eu sei que tens que te proteger, e sei também que tens tanto medo do mundo. Tu sabes que eu também o tenho, mas por favor não fujas, não feches os olhos, pelo menos não para mim... Fala comigo.

Com amor,
aquela que te conhece

sábado, 12 de outubro de 2013

Somos 10.000 *

Oh já somos mais de 10 mil almas e eu nem consigo acreditar! Tenho de vos agradecer, a cada um contribuiu para este numero de visualizações e especialmente a cada um dos meus seguidores. Sei que pode nem ser muito, mas tem um grande significado para mim.
Agradeço-vos do coração por me lerem, por ''ouvirem'' cada uma das palavras que eu vos digo e por me fazerem sorrir com as vossas opiniões e por me fazerem pensar com os vossos textos.
É por isto que vale a pensa pertencer a esta comunidade, porque compreendemo-nos uns aos outros, ajudamo-nos.
Obrigada mais uma vez, vocês são incríveis :)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Tu e o chocolate IX #

amazed:

Emaranhados, somente emaranhados. Pensamentos, lençóis, o cabelo pela manhã, cada um com o seu enlear característico, o seu toque confuso, a sua essência difícil de desembaraçar. Existe um possível aconchego em cada uma delas, dependendo do sentido, dependendo da circunstância, dependendo... Oh e os pensamentos emaranhados sobre ti aconchegam, e os lençóis embaraçados a cheirar a camomila confortam, e o cabelo empecilhado pela manhã faz sorrir.
Tudo o que me parece confuso conforta-me mais do que o que me parece simples. Os pensamentos simples levam-me a conclusões rápidas e eu odeio isso, odeio certezas, odeio conclusões, odeio fins. Já os lençóis esticados fazem-me lembrar sonhos vazios, um mundo parado, sem nada para desvendar, e o cabelo penteado ao acordar faz com que eu não tenha com que me rir e chatear pela manhã, e eu gosto disso, adoro.
Mais do que qualquer ''simples emaranhar'' gosto de nós. De nós porque eu e tu somos complicados, porque eu e tu não temos conclusões, porque tu me fazes sorrir, porque és o meu aconchego. E tudo isto é porque somos e estamos emaranhados, somente emaranhados.