quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Falta de tempo..

E mais uma semaninha de frequências se passou!
Esta semana deu comigo em doida e só de pensar que para a semana é igual até me dá dores de cabeça. Preciso mesmo de descanso e de tempo para mim e para vir ao blog mais vezes...
Como é que andam por aqui?

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Longe do mundo


O mundo absorveu-a sem que ela nota-se, muito discretamente absorveu-a e nem deixou recado. Quase como instantaneamente ela olhava já pelo vidro do autocarro sem olhar, via o mundo ser ver. O interior contradizia o que a rodeava e as palavras não expressavam o que lhe ia na alma. Tentou várias vezes traduzir-se através de todas as traduções possíveis, mas elas passavam-lhe simplesmente em forma de sensações ou em rodapé algures nos seus pensamentos longínquos. Manteve-se em silencio.
A falta de palavras fazem-lhe tanta confusão, porque ultimamente tem falado cada vez menos, pensado cada vez mais, tem tirado mais conclusões mas cada vez com menos certezas. E a escala prossegue, mais pensamento, menos palavras, até as palavras se esgotarem e se dar lugar ao silêncio profundo das sensações. Silêncio...
 Oh, ela foge do mundo a léguas, esconde-se em si, mas em contrapartida gosta de sentir tudo que é simples. Ah, mas do que ela foge realmente não é do mundo somente, mas da parte complexa dele, daquilo que a leva a todo aquele processo de silêncio, daquilo que não a deixa ver, sentir. Oh e ela necessita de ver, necessita de sentir... Olhar o mundo em seu redor conforta-a. E mesmo que isso não acontecesse, se o viu é porque tinha que ser. Ah, tinha que ser... E porquê?
Tem sido o tempo contra ela, a distorção do mundo contra ela, até a paisagem que devia ver pelo autocarro está contra ela. Não vê nada, não fala nada. Silêncio...
E tem sido assim desde á alguns tempos para cá, longe do mundo, perto da alma.

sábado, 2 de novembro de 2013

Carta de ''eu'' para ''quem sou''- II

 
Olá pequena,
Ultimamente não tenho ouvido nada sobre ti, não sei se por mim culpa ou se por tua... Talvez culpa minha por ter achado que estava tudo bem, por ter sequer julgado que era serenidade o nome do teu silencio... Não era e agora vejo que era  apenas um mergulho de busca, um mergulho de compreensão.
Não te ouço e por mais que eu fale tu não me pareces entender. oh e tu sabes que só sei o que digo quando tu me entendes. Sempre mantivemos uma relação de simbiose, eu preciso de ti, mas também tu precisas de mim. Então porque não me respondes? Porquê te escondes?
A tua ausência, a ''minha'' ausência tem baralhado os meus dias, delimitado as minhas ações. Poucas são as coisas que não me parecem vazias, poucas são aquelas a que atribuo significado. Falta-me a coerência que sempre te esforçaste para me dar e agora sem a tua ajuda já nem incoerente consigo ser.
E eu sorrio, e tu não reages, tens te tornado cada vez mais neutra, mais auto protetora. Oh, mas pequena eu sei que tens que te proteger, e sei também que tens tanto medo do mundo. Tu sabes que eu também o tenho, mas por favor não fujas, não feches os olhos, pelo menos não para mim... Fala comigo.

Com amor,
aquela que te conhece