
O que ela foi... A solidão de uma casa abandonada, as paredes de pedra geladas, o cheiro intoxicante de pó, como que bocados de matéria perdida. O que foi? Um sorriso em fuga, um olhar sobre o vazio, a tristeza de um adeus, um nada que perpetua no espaço. Nada. E todos os dias foram noites sem estrelas, manhãs sem sol. Ofuscou. Cegou com a escuridão, como se isso sequer fosse possível. Cegou de medo. Viveu dele ao mesmo tempo que tentava não deixar a breve esperança fugir de si. Sabia. Sabia que a esperança guardava o sol e a lua algures e, que a seu tempo iria deixa-los sair para que tudo fosse mais colorido e belo. Por enquanto manter-se-ia o gato preto por quem não querias passar a meio da noite para que não te desse azar, o peso que não querias transportar, a flor negra que nunca guardarias no meio do teu livro de recordações. Ela era assim.
Felizmente tu transformaste todas aquelas pedras em pétalas perfumadas, assim como conseguiste impedir a viagem daquele sorriso para terras desconhecidas. Conseguiste encher o olhar dela de vida, e trocaste o nada incoerente, pelo tudo que ela não sabia existir. Oh, e ela pôde de novo ver a luz, o sol, a lua e as estrelas, tudo graças a ti que a trouxeste de novo ao mundo, que a transformaste na margarida branca do teu caderno, no amuleto da sorte da tua vida. Só gostava de saber como o fizeste. Afinal de contas foste tu. Foste tu que a mudaste.
Felizmente tu transformaste todas aquelas pedras em pétalas perfumadas, assim como conseguiste impedir a viagem daquele sorriso para terras desconhecidas. Conseguiste encher o olhar dela de vida, e trocaste o nada incoerente, pelo tudo que ela não sabia existir. Oh, e ela pôde de novo ver a luz, o sol, a lua e as estrelas, tudo graças a ti que a trouxeste de novo ao mundo, que a transformaste na margarida branca do teu caderno, no amuleto da sorte da tua vida. Só gostava de saber como o fizeste. Afinal de contas foste tu. Foste tu que a mudaste.

