terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Seria mais fácil...


O olhar dele. Seria tão mais fácil de interpretar se fosse psicóloga e o olha-se desprovida de sentimento; Se ele fosse um mero desconhecido e todo aquele brilho fugaz fosse clinicamente possível de avaliar, nomear. A voz dele... Seria uma melodia simples de explicar se soubesse ao certo as notas da cantiga. Sabia canta-las, era um facto, mas somente do seu lado e, mesmo assim nunca descobriria o segredo dela e o porquê de não conseguir traduzi-la para notas sobre um papel. Era incrível. O jeito dele era incrível, cativante, viciante. Oh e os abraços dele. Os abraços dele seriam mais fáceis de soltar se nunca se tivesse envolvido na sua magia, se nunca tivesse estado presa. Presa na liberdade, se é que me faço entender. O abraço dele é como uma droga que faz com que se extinga a força de vontade para fugir daquele instante, daquele lugar, ou para fazer tantas outras coisas diferentes; É como ter o poder da liberdade nas mãos... Jamais a queremos soltar, não é? Queremos voar com ela. É... Ela voa naquele vicio, naquela droga sufocante de amor.
Que mais se pode querer quando se pode voar e amar? Ah, é por isso que nunca preferiu o caminho mais fácil.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

100 seguidores


Já são 100! 

Mais um desejo riscado da minha lista. Não imaginam como fico feliz, não só por isto, mas por toda a companhia que me têm feito, assim como com os comentários incríveis e doces que me deixam. Só vos tenho de agradecer, por tudo isto! Além disso nada teria a mesma intensidade e certamente já não estaria por estes lados se não me dessem motivos para tal. 

Mais uma vez obrigada (:

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Aquilo que outrora foi


O que ela foi... A solidão de uma casa abandonada, as paredes de pedra geladas, o cheiro intoxicante de pó, como que bocados de matéria perdida. O que foi? Um sorriso em fuga, um olhar sobre o vazio, a tristeza de um adeus, um nada que perpetua no espaço. Nada. E todos os dias foram noites sem estrelas, manhãs sem sol. Ofuscou. Cegou com a escuridão, como se isso sequer fosse possível. Cegou de medo. Viveu dele ao mesmo tempo que tentava não deixar a breve esperança fugir de si. Sabia. Sabia que a esperança guardava o sol e a lua algures e, que a seu tempo iria deixa-los sair para que tudo fosse mais colorido e belo. Por enquanto manter-se-ia o gato preto por quem não querias passar a meio da noite para que não te desse azar, o peso que não querias transportar, a flor negra que nunca guardarias no meio do teu livro de recordações. Ela era assim.
Felizmente tu transformaste todas aquelas pedras em pétalas perfumadas, assim como conseguiste impedir a viagem daquele sorriso para terras desconhecidas. Conseguiste encher o olhar dela de vida, e trocaste o nada incoerente, pelo tudo que ela não sabia existir. Oh, e ela pôde de novo ver a luz, o sol, a lua e as estrelas, tudo graças a ti que a trouxeste de novo ao mundo, que a transformaste na margarida branca do teu caderno, no amuleto da sorte da tua vida. Só gostava de saber como o fizeste. Afinal de contas foste tu. Foste tu que a mudaste.