sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O Segredo de Mel 19#


São 20h e Mel acabou de chegar a casa.Tinha sido um longo, longo dia. Fora incrível e tinha que admitir que estava cansada, não só pelo monte de trabalho que teve para o primeiro dia, mas também pelo bombardeamento constante de pessoas em seu redor que lhe tiravam o ar e, pelo próprio entusiasmo que fizera-lhe andar a mil à hora. Podia agora finalmente dizer que estava feliz e realizada, tirando aquele ponto que nunca quer focar... Mas isso não importava, não era relevante sequer. 
Estava na melhor empresa do país, que mais podia querer? Além disso era uma privilegiada por ter um gabinete só para si, coisa que 70% do pessoal lá não tinha. Não sabia como, nem o porquê de logo no primeiro dia ter direito a tal e, parecendo que não, isso colocava a fasquia e a exigência demasiado alta. Se tinha aquela sorte é porque achavam que realmente merecia, ou porque lhe estavam a dar um voto de confiança e não os queria desiludir, queria provar que fizeram uma boa escolha. 
- Vou provar-lhes ! - Pensou confiante, enquanto olhava as labaredas sobre os blocos de madeira na lareira e rebolava uma pantufa contra a outra para aquecer os pés.
Agora só queria comer qualquer coisa simples, beber o seu chá, deitar-se e dormir um belo soninho. - Amanha é outro dia! - Sorriu satisfeita.
Quando estava por entre os lençóis cheirosos a lavanda, Mel pensava no quanto a sua confiança estava a aumentar e como isso lhe fazia bem e sem querer, deu por si a pensar no rapaz que encontrara a jogar solitário. Começou a rir às gargalhadas de novo e Faísca, que estava em cima da barriga de Mel, virou o focinho ligeiramente para o lado esquerdo enquanto a observava, como que estranhando tal gargalhada.
- Não me olhes assim, é só que... foi engraçado... Só isso - disse-lhe tentando disfarçar o facto de estar atrapalhada. Tudo bem, admitia que ele era giro, até... Mas raios, era um preguiçoso!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Seria mais fácil...


O olhar dele. Seria tão mais fácil de interpretar se fosse psicóloga e o olha-se desprovida de sentimento; Se ele fosse um mero desconhecido e todo aquele brilho fugaz fosse clinicamente possível de avaliar, nomear. A voz dele... Seria uma melodia simples de explicar se soubesse ao certo as notas da cantiga. Sabia canta-las, era um facto, mas somente do seu lado e, mesmo assim nunca descobriria o segredo dela e o porquê de não conseguir traduzi-la para notas sobre um papel. Era incrível. O jeito dele era incrível, cativante, viciante. Oh e os abraços dele. Os abraços dele seriam mais fáceis de soltar se nunca se tivesse envolvido na sua magia, se nunca tivesse estado presa. Presa na liberdade, se é que me faço entender. O abraço dele é como uma droga que faz com que se extinga a força de vontade para fugir daquele instante, daquele lugar, ou para fazer tantas outras coisas diferentes; É como ter o poder da liberdade nas mãos... Jamais a queremos soltar, não é? Queremos voar com ela. É... Ela voa naquele vicio, naquela droga sufocante de amor.
Que mais se pode querer quando se pode voar e amar? Ah, é por isso que nunca preferiu o caminho mais fácil.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

100 seguidores


Já são 100! 

Mais um desejo riscado da minha lista. Não imaginam como fico feliz, não só por isto, mas por toda a companhia que me têm feito, assim como com os comentários incríveis e doces que me deixam. Só vos tenho de agradecer, por tudo isto! Além disso nada teria a mesma intensidade e certamente já não estaria por estes lados se não me dessem motivos para tal. 

Mais uma vez obrigada (: