sábado, 29 de março de 2014

Olá meus/minhas queridos/as !

Como podem reparar alterei um pouco o visual do blog. Deu-me assim uma vontade súbita de mudar as coisas por aqui e pronto, assim o fiz.
Que tal? Gostam?

Com amor,
Sofia

''Escava o poço antes que tenhas sede''



''Escava o poço antes que tenhas sede'' é um ditado chinês e, curiosamente, a primeira vez que ouvi algo relativamente a ele - de forma indireta - foi numa conferência na minha faculdade, onde falou o professor Carvalho Guerra que, para quem não sabe, é o Presidente da Comissão Administrativa do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa. Desde então, tenho vindo a reflectir sobre as palavras deste grande senhor e decidi falar-vos sobre este tão simples ditado, que pode e diz tanto sobre a nossa vida.
A verdade é que podemos aplica-lo diretamente a diversos momentos, pois não só devemos escavar sobre perspectivas, como também preparar o terreno, prevenir o nosso futuro, mesmo que este esteja ainda coberto por uma grande névoa ou a uma distancia incalculável. Já pensaram na quantidade de vezes que estagnamos? Ou que permanecemos tempos infindáveis com sede, porque não soubemos prevenir, ou porque pensamos que ''só acontece aos outros''? Podemos dar um exemplo muito simples do campo da saúde. Por exemplo, quando nos descuidamos, não ligamos a sintomas que podem dizer respeito a algo grave e afins, ou quando nos doí algo  e dizemos para nós que vai passar. Estas atitudes irreflectidas - mas comuns -, o achar que ''só os outros'' e ''nunca a nós'' leva-nos a pagar bem caro com as consequências.
Mas será que devemos escavar incessantemente? Ou antes fazer intervalos e mudar o local da escavação? Na minha opinião, devemos fazer intervalos enquanto mudamos o local da escavação, porque se insistirmos na mesma, podemos morrer igualmente de sede. Afinal, quem nos garante que ali exista agua?
Como dizia o professor Carvalho Guerra, até podemos ''escavar para encontrar agua, mas se encontrarmos petróleo morremos de sede'' na mesma, mesmo apesar da grandiosidade do achado. E disse-o, a meu entender, para nos mostrar que não podemos focar-nos apenas num único local, num único objectivo grandioso e que devemos abrir os horizontes, seguir varias vias, experimentar diferentes desvios no percurso, ''escavar diferentes poços'', no fundo arriscar


E vocês, o que acham? 

domingo, 23 de março de 2014

Não mudou...


Era capaz de jurar ao mundo que ela não mudou assim tanto. Era até capaz de me atravessar bem na frente de uma bala de olhos fechados por ter esta certeza. Sinto-o. Conheço-a. Sei que o que têm visto não é na realidade o que é. Sei também que ultimamente o medo parece ter voltado não sei de onde, e isto sei porque vejo-lhe na transparência dos olhos. Sei que voltou, que a tem atormentado, magoado com o dobro da intensidade. E...Oh parece que à medida que o tempo passa vai-se apercebendo da gravidade de alguns acontecimentos, vai ''observando-os'' e ficando cada vez mais revoltada. Ah, e existe tanta coisa que o mundo não sabe. Não deseja que o saibam, não de todo. Aí seria o fim. Aliás, nem o seu mais que tudo sabe a historia toda... É certo que está a par do pior, mas... Será que o pior tira a importância e a gravidade dos restantes acontecimentos? Será que por isso, os mesmos não são razões para ser grandes bombas silenciosas de dor? A verdade é que são, mas não é capaz de falar, tocar no assunto. Nunca será capaz... Porque dói...
Ao longo destes quase três anos, sentia-se tão assustada, que a partir de um certo dia decidiu pegar num lápis e numa folha de papel e torna-los seus melhores amigos. Até hoje é assim. Ela, o lápis, o papel e todas as frases que arranca do coração para as despejar como se lágrimas fossem.
Se é feliz? É sim. Sei-o. Porém isso não significa que a marca não esteja lá, que tudo aquilo não tenha marcado o seu coração que continua diariamente a reconstruir-se. Se será assim a vida toda não sei. Talvez até nunca se cure na totalidade, mas isso só o tempo dirá. O tempo, o lápis, a folha de papel e o ''mais que tudo''.