segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Refúgio


Refugia-se.
Ela fora sempre assim, um horizonte de refúgios dourados, complicados. Sempre fora o reflexo incompreensível do seu olhar distante. O seu brilho sobre a incompreensão do oceano. Sobre a própria incompreensão. Sempre se habituara assim. Sempre fora estável assim. 
Reza a lenda que refúgios escondem grandes corações e, que grandes corações escondem grandes segredos. Talvez ela também os tenha. 
Permaneceu perdida nos seus pensamentos, fê-lo vezes e vezes sem conta durante dias, durante meses, anos até. Ainda o faz. E durante todo esse tempo deixou as palavras fluírem na terceira pessoa. Porque é esse o refugio dela, a terceira pessoa do singular.
Não sabe ao certo se mudará de agora em diante, se chegará a ter coragem para largar definitivamente aquele estado latente de conforto infinito. Não sei. Talvez continue como sempre foi, nos recônditos daquela estranha forma de falar, aquela estranha forma de se mostrar ao mundo sem o admitir ao mesmo tempo.
Oh, Refugio-me.

domingo, 24 de agosto de 2014

Mudanças

Boa tarde!

Como já devem ter reparado (ou não), fiz algumas alterações aqui no cantinho. Mudei o fundo - coloquei uma figura mandala e uma pequena frase - o menu, que como podem reparar passou a ser representado por icons e, umas quantas coisas mais miudinhas como o tipo de letra, cores e afins. Como tal, adorava saber a vossa opinião.

 O que acham? Gostaram? O que não gostaram? Acham que devo mudar algo? 


Com amor, 
Sofia

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Casa, Aconchego, Alguém...


Casa. Casa não é somente o sitio onde dormes,  onde acordas ou tomas o pequeno almoço pela manhã. Casa não é necessariamente o local onde viveste desde a tua infância, o apartamento em que estás agora ou a moradia onde morarás amanhã. Não é tão pouco aquele canto repleto de mobílias, carpetes, cortinas, candeeiros, quatro paredes montadas ao alto e ponto. 
Casa é onde tu te sentes feliz, onde tu sentes conforto, aconchego. O sitio onde o sentimento que sentes se assemelha ao intocável, como se nenhum mal do mundo te conseguisse alcançar. Ah, conforto... O teu conforto pode nem ser o local em si, pode ser alguém. Alguém que te faça sentir bem. 
Já um dia me disseram '' Talvez a tua casa não seja nada mais que dois braços a segurarem-te firmemente quando tu estás no teu pior.''. Quem mo disse talvez esteja certo e tanto a minha como a tua seja isso mesmo, um porto seguro, alguém que te ampara qualquer que seja a circunstancia, alguém que abraça os teus problemas como se fossem os seus. Alguém que te quer bem e acima de tudo, alguém que nunca te deixará ''sem abrigo''.