domingo, 16 de novembro de 2014

Ladrões e amantes


Pedaços de mim tu roubaste, pedaços de ti eu roubei. Roubamos um ao outro sorrisos, roubamos horas, palavras, ruídos e silêncios, dias e noites, roubamos calor em dias frios e ar fresco em dias quentes. Ah, tu já me roubaste beijos e eu já te roubei abraços. Roubamos tanto meu amor!
Somos ladrões, ladrões com alma, ladrões com coração, ladrões que amam. Somos ladrões e amantes. Só quero que continuemos assim, nesta fuga constante da decadência dos sentimentos, essa que nos quer aprisionar numa sela de solidão. Não... Nós não fomos feitos para isso. Então vamos, vamos fugir daqui. Vamos continuar nesta corrida para algures, mesmo que nem andemos muito... Ah e eu só quero puder continuar nesta nossa ''troca'' de roubos em plena sintonia.

Oh, podemos roubar-nos para sempre?

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Quero-te para mim


Quero-te. Quero-te para mim da maneira mais egoísta que possas imaginar. Quero-te para te poder sorrir e para ver o teu sorriso. Quero-te para o rebuliço do dia e para a calma da noite, para o ensurdecedor e para o silencioso. Quero-te para a leveza da primavera, para o calor do verão, para a cor do outono, para o frio do inverno. Quero-te... Para sentir conforto, saudade e carinho, para a felicidade ou para tristeza, para lamurias ou festejos, para amuos ou brincadeiras. Quero-te para a falta de explicações, para a falta de palavras e excesso de sentidos, para tudo aquilo que só consigo sentir e para todas as frases lógicas que não consigo dizer. Ah, meu anjo, e eu quero tudo isto e um tanto mais...
Oh, e mais do que te posso querer a ti só existe uma pequenina coisa... O nosso amor. Este nós que vamos criando desde que nos sorrimos pela primeira vez, desde que nos vamos amando, sem pressas, sem regras nem pontos finais.
Quero-nos. 

domingo, 12 de outubro de 2014

A dor tem de ser sentida, dizem eles.


Um dia leu algures entre doces páginas que a dor tinha de ser sentida. Foi nesse instante que sentiu como se lhe tivessem lido a alma e a ditado mesmo ali naquelas linhas. Oh, e sentir a dor não é algo que faça há assim tão distantes anos...
A dor precisa de tempo, precisa de espaço. Tempo e espaço para ganhar confiança, tempo e espaço para nos arrebatar, tempo e espaço para no final nos tornar mais fortes. Tempo para senti-la é tão ou mais necessária do que o tempo para esquece-la. Ambas são fundamentais como uma história para um livro, como o amor para uma alma que ama.
Se queremos que ela vá um dia, temos que nos predispor a deixa-la chegar, a deixa-la nos perturbar, deixa-la nos fazer perder sentidos e ganha-los ao mesmo tempo.
Ah, A dor tem de ser sentida, dizem eles. Dizem eles...