segunda-feira, 27 de julho de 2015

Quando o tempo não cura


O tempo parece não curar. Todos os medos parecem vir à tona numa mera lembrança, pondo em causa toda a confiança construída durante anos. A fortaleza e os seus guerreiros muros parecem desabar. A alma fica descoberta. Despida. Tudo pára. Tudo vai. O corpo fica, quieto, atado sem corda. Oh e a voz fica silenciada, as palavras evaporam. Nada parece ter controlo. Tudo perde o sentido por instantes.  
Ah, e o cheiro da maresia não parece atenuar mais o ritmo triste do coração, o tão singelo vento não parece levar as dores. As confissões da alma permanecem algures entre o cruzamento das ondas, e o sussurrar dos aromas parece não amparar mais os seus passos. O céu fica negro, a esperança é consumida pelas trevas. A alma vai, a alma vem. A praia fica fria e o coração gela. Quando o tempo não cura a alma fica descoberta. Despida. Tudo pára. Tudo vai.

sábado, 18 de julho de 2015

Um brinde às Férias



Olá meus doces, como vão essas férias? Vão viajar para algum sitio, ou já foram? Contem-me tudo! 
Andava com umas saudades loucas de passar por aqui, mas os exames este semestre deram cabo de mim por completo e o tempo era escasso para que eu vos pudesse vir dar um ''olá''.
Tenho algumas novidades para vos contar, a primeira é que ontem finalmente fiz um novo ''post'' (isso já sabem), a segunda é que finalmente estou de férias (milagre) e a terceira é que... Vou viajar para Barcelona com o meu namorado! Não é fantástico?
Estou tão, tão empolgada! Já temos tudo planeadinho, locais a visitar, hotel entre outros e, o  melhor de tudo, é que é já na próxima terça! Claro que se tiverem dicas para a viagem digam-me que bem precisamos. Afinal de contas é a nossa primeira viagem sozinhos para fora do país.
Bem, prometo-vos que quando voltar vos faço um pequeno resumo da viagem, com fotos como recheio... E.. Para finalizar, brindemos as férias hihi!

Um beijinho com amor,
Wild Spirit

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Quando a saudade aperta


Quando sonhas acordado sabes que a saudade aperta. E sabes que a saudade aperta quando as vozes começam a desfazer-se no tempo, quando olhas para os dias, para as horas e consegues sentir no coração a distância que te separa de um instante. Sabes que a saudade aperta quando queres voltar atrás, quando relembras lembranças e sonhas com conversas passadas.
O pior da vida é perder. Perder aqueles que nos são queridos. Perder aqueles que têm o poder de nos colocar um sorriso no rosto, o poder de melhorar o dia com um conselho. A vida parece bem mais simples quando as temos do nosso lado, não é? Mas num instante, os instantes fogem-nos do controlo como água e a saudade começa a apertar. Sabes que a saudade vai apertar quando te tiram alguém de forma injusta.
A vida torna-nos mais fortes mas não nos torna invencíveis. Não somos fortes o suficiente para o vazio, para a ausência, para a perda. Não, não somos fortes o suficiente quando a saudade aperta. E quando a saudade aperta? Resta-nos sonhar acordados.