terça-feira, 17 de novembro de 2015

Sabias que somos uma ilusão?


A tua presença distrai-me a alma, aquece-me o coração. Ilude-me. 
És ilusão quando me olhas em silencio, bem sei. Sou ilusão quando o teu abraço me conforta, quando pertenço mais a ti do que a mim. Somos. Somos ilusão quando no meio do espaço nos perdemos e, perdemos o mundo, perdemos o tempo, perdemos as palavras. Quando perdemos encontramo-nos, quando nos encontramos ganhamos. Vivemos.
Sabias que somos uma ilusão? A ilusão mais bonita do mundo, meu amor.

sábado, 14 de novembro de 2015

Foi então que a escrita a salvou


A mente deambulava por aí. O corpo perdido seguia-a, sem destino, algures numa noite de inverno. Foi então que a escrita surgiu ao virar da esquina e, de chocolate quente na mão, foi assim que tudo começou. 
As palavras abraçaram-na, trouxeram-lhe paz, acolheram-na no calor dos significados e abrigaram-lhe os receios quando tudo parecia desabar. Com elas, os silêncios deixaram de ser vazios e os barulhos das tempestades da vida passaram a ser um peso leve na caneta. Com o passar dos anos as palavras foram criando frases, as frases foram criando historias e quando deu por si, a sua historia já era escrever. 
Ela deambulava por aí... e foi então que a escrita a salvou.

Poeiras


Poeiras. Poeiras acumuladas são como que um passado guardado. Parado.
A poeira levanta. O ar sufoca. A visão fica turva. As lágrimas caiem. Poeiras são mágoas que não desaparecem, apenas pousam lentamente para que um dia, repentinamente, se levantem para te impedir de caminhar. O campo de visão é diminuto, o caminho invisível. Continuas a andar, com o medo na alma, incerteza nos passos... E o tempo não pára mesmo que o ar sufoque, mesmo que as lágrimas caiam, mesmo que não consigas ver. 
As poeiras são como mágoas e cegam.