quinta-feira, 17 de março de 2016

Serena


Serena. Assim se sente.
De pensamentos leves e coração brando. As noites têm sido calmas, a alma tem-se pousado na almofada em sonos profundos. As manhãs, apesar de atarefadas, vêm acompanhadas com um motivo, uma vontade, uma força que a permite arriscar, que a empurra porta fora para ver o sol, para olhar o mundo. E o mundo é tão bonito quando existe um motivo. Quando a escuridão não te enclausura.
No entanto toda a escuridão foi precisa um dia para se poder ver a luz, tal como a noite e o dia. Com ela também foi algo do género. O sombrio fez-lhe companhia por longas jornadas porém, hoje da-lhe descanso. Hoje sim, pode respirar ao descoberto, sentir o vento sem temer que uma face indesejada a prenda, olhar o mundo sem se sentir ameaçada pelos seus próprios pensamentos. Hoje não precisa de se esconder do mundo. Hoje não teme o mundo. Hoje é. Hoje pode ser, sem receios. 
Oh e assim me sinto... Serena.

segunda-feira, 7 de março de 2016


Oh meu anjo e se o amor fosse uma janela, nós tínhamos a melhor vista.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Plenitude


O interior morno contradizia a frieza do que a rodeava e as palavras pensadas não expressavam o que lhe ia na alma. Naquela viagem que era a vida olhava pelo vidraça quase como instantaneamente sem olhar, via o mundo sem ver. Conseguia sentir plenamente, como se cada partícula de si senti-se todos os movimentos, cada colisão, cada raio, cada chilrear, cada brisa. Como se cada átomo seu sorrisse ao mundo.
Fechou os olhos e suspirou.
Voltou a olhar o horizonte.
Sorriu de mansinho.
Ele era o motivo do aconchego que sentia, ele era o motivo da sua interpretação de bondade, da sua forma alegre de ver a vida, da sua forma tímida de interpretar o que era mau. Ele era a definição de amor que buscara, que outrora deixara de acreditar. Ele era ele. Somente ele em toda a sua essência. Somente dela em toda a sua plenitude.
Eram uma conexão criada pelo universo, talvez separada por eras e reunida pelo destino. Eram um. Uma melodia sem letra, mas bonita de se ouvir. Uma composição de amor. Uma liberdade que agarrava. Oh, e era tão bom estar agarrada. Sentir o calor da ternura bem chegado ao coração.
Voltou a olhar o horizonte, agora com olhos de ver.
Ele é o seu maior motivo.
A plenitude.