domingo, 3 de abril de 2016

Admiro-te





Ontem admirei-te. Os meus olhos encheram-se de alegria quando te olhei; enchem-se sempre quando te olho. Hoje admiro-te. Quando me abraçaste e disseste ''estou aqui''.
Oh, nos dias mais banais eu admiro-te. Até quando quando carregamos o sobreolho numa chatice... E no fundo apenas te amo mais um pouco naquele instante do que no segundo anterior. Somos assim. A forma como ages, como interpretas o que sou e o que fui, a forma como me transformaste em alguém melhor, como cuidas de mim e vês o mundo. A bondade que tens, a diferença que tatuas nos meus dias e a falta que me fazes nas minhas noites.
E tudo o que sou contigo é aconchego. Tudo o que sou quando não estas é vazio.
E eu admiro-te mais a cada ano que passa, com tudo o que somos com tudo o que vamos sendo e construindo.
E é assim que somos. Um só.
E tudo o que sou contigo é aconchego. 


Com amor,
aquela que te ama mais que chocolate

sexta-feira, 25 de março de 2016

Passo a passo, no Destino


Caminhamos, passa a passo no destino, para o incerto. Caminhamos incertamente para o desconhecido. Traçaremos nós as nossas ações e metas como comandantes da nossa própria sina? da nossa própria existência? Achamo-nos donos das nossas estradas, do piso que pisamos, das atitudes que tomamos. E se tudo isto não passassem de inevitáveis ilusões? E se não passássemos de marionetas do tempo e do espaço? Consegues sentir-te impotente? A impotência de ''não decidir'', por tudo estar pre-determinado, estabelecido antes das tuas próprias conexões cerebrais saberem? antes de tomares conscientemente uma decisão que concordas ser tua?
Sentimos medo do que virá, sentimos a impotência, a duvida do desconhecido, a curiosidade de o conhecer e... continuamos a caminhar, passa a passo no destino, para o incerto.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Serena


Serena. Assim se sente.
De pensamentos leves e coração brando. As noites têm sido calmas, a alma tem-se pousado na almofada em sonos profundos. As manhãs, apesar de atarefadas, vêm acompanhadas com um motivo, uma vontade, uma força que a permite arriscar, que a empurra porta fora para ver o sol, para olhar o mundo. E o mundo é tão bonito quando existe um motivo. Quando a escuridão não te enclausura.
No entanto toda a escuridão foi precisa um dia para se poder ver a luz, tal como a noite e o dia. Com ela também foi algo do género. O sombrio fez-lhe companhia por longas jornadas porém, hoje da-lhe descanso. Hoje sim, pode respirar ao descoberto, sentir o vento sem temer que uma face indesejada a prenda, olhar o mundo sem se sentir ameaçada pelos seus próprios pensamentos. Hoje não precisa de se esconder do mundo. Hoje não teme o mundo. Hoje é. Hoje pode ser, sem receios. 
Oh e assim me sinto... Serena.