O corpo fica contraído, o peito apertado, os pulmões sem ar. Uma sensação de medo percorre cada nervo, cada músculo, congelando todos os membros, paralisando todos os pensamentos. Nem um passo. Nem uma palavra ou suspiro. Apenas um olhar focado no vazio, um pensamento assombrado; O medo. O medo vai desenrolando, atropelando-se nas palavras que não conseguem sair, no silencio que inunda o espaço. O desespero. O desespero de um corpo que não responde às ordens, de uma cabeça que se torna na pior inimiga... As lágrimas; E as lágrimas escorrem pelo rosto num pedido aflitivo de socorro; E essa é a única forma de expressão. Lágrimas num rosto frio que quer sentir e não consegue; E cada dor surge de um único peso, o único que ainda lhe assombra os dias. Aquele que queria rasurar, se libertar; E o tempo não apagou. O vento não levou. O passado não morre. Por mais ventos que o levem, por mais ondas que o consumam. Ele volta. Dê as voltas que der. Passe o tempo que passar. Doa o que doer; Porque vai sempre doer... Sempre.
domingo, 19 de junho de 2016
sexta-feira, 17 de junho de 2016
Ser de ti, para ti
Quero ser-te. Ser de ti, para ti. Que sejas. Sejas de mim e para mim. Que sejamos; só nossos, um do outro. Para sempre assim. Seremos alma de um, coração do outro. Sorriso que fica, tristeza que vai. Mão que agarra, leveza que solta. Seremos sim. O abraço que protege, o olhar que arrepia, o corpo que sente.
Em ti confio. De olhos vendados; Por ti eu corro. Corro com os ponteiros para sentir o teu aconchego. Altero as horas sim. Só para sentir que estás a chegar. Corro tanto; E escrevo. Escrevo para perceber em mim o quanto te sinto. O quanto te amo. E amo tanto.
Em ti confio. De olhos vendados; Por ti eu corro. Corro com os ponteiros para sentir o teu aconchego. Altero as horas sim. Só para sentir que estás a chegar. Corro tanto; E escrevo. Escrevo para perceber em mim o quanto te sinto. O quanto te amo. E amo tanto.
Já te disse que quero ser-te? Ser de ti, para ti. Que sejas de mim e para mim. Que sejamos. Só nossos.
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Coração Salgado #2
Quando o sono é vazio, as manhãs são mais leves... Oh, e quando o sono é vazio a recordação não teima em assombrar a memória. Quando o sono é vazio o corpo levanta e segue sem lembrar aquilo que não deve ser lembrado. E quando o sono não é silenciado? Aí o corpo lembra e acorda aquilo que normalmente se tenta manter adormecido. Acordas para o vazio, ironicamente embalada dentro de um sonho de escuridão. O sangue torna-se veneno, a alma amargurada, o corpo pesado, o dia sem sentido.
Quando os sonos não são vazios, as manhãs são dolorosas. Quando os sonos não são vazios a recordação estremece a alma e o sono é sonhado naquilo que faz doer... O vocabulário some, a expressão torna-se confusa, os movimentos imobilizados e o nó na garganta teima em não deixar respirar. Quando os sonos não são vazios os silêncios tornam-se infinitos.
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