sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Somos como um laço

 

Somos como um laço. Entrelaçados. Somos feitos de tecidos diferentes, matéria distinta, mas combinamos. Combinamos conjugando cada diferença num novo tom, numa única cor e assim embelezamos o nosso sentido que é sentir, o nosso sonho que é sonhar, o nosso destino que é amar. E embelezamos, e sorrimos. 
Bem sabes que como todo o laço também nós podemos romper, se não cuidarmos, se nos esquecermos. E tudo pode ser desfeito caso não reapertemos vez em vez, se não relembrarmos o motivo pelo qual nos abraçamos, pela qual nos decidimos juntar num só tecido. Um só é o que queremos ser. 
E somos. Somos um laço desengonçado porque desengonçamos, porque somos doidos dentro da nossa lucidez, somos precipitados por entre a nossa sensatez.
Bem sabes que destruímos medos e derrubamos as maiores barreiras de mãos dadas e mesmo por vezes cansados, prosseguimos o caminho por entre olhares maldosos e pensamentos invejososos.
E somos. E mesmo podendo não ser nada, escolhemos ser tudo. E assim seremos.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Existe lá maior sábio do que aquele que vive?


Não sabemos nada a não ser que estamos. Não sabemos nada a não ser que somos. Não sabemos nada além de existirmos. E nem mesmo tudo isto sabemos sempre saber. Mas vivemos. Vivemos ao caminharmos, ao arriscarmos, ao sorrirmos por entre as nossas próprias duvidas, ao olharmos o mundo com olhos esperançosos, de coração desassossegado e alma ambiciosa. E dentro da existência de cada um de nós existe um sábio. E dentro de cada sábio existe um olhar, um brilho, uma razão. E é este brilho, e é esta razão que nos torna tão singelos, singulares.
Dentro da nossa própria ignorância, sabemos mais do que imaginamos. Dentro da nossa inconsciência, sabemos que aqui estamos e sabemos que somos. Dentro da nossa ingenuidade,  sabemos existir, sabemos viver. 
Existe lá maior sábio do que aquele que vive?

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O amor não se mede


Eu podia medir cada sensação de felicidade que sinto quanto te vejo a chegar ou quando a minha mão se molda na tua ou quando sorrio só de te ver sorrir. Sim, eu podia medir a quantidade de vezes que o meu coração bate rápido quando me abraças - só por saber que estás ali - ou a quantidade de vezes que penso em ti quando não estás. Eu podia medir, o tamanho do teu coração, - que é grande bem sei - a quantidade de razões que tenho para gostar de ti ou a quantidade de motivos que tenho para ter orgulho na pessoa linda que és.
E eu sei que podia tentar medir tanta coisa, mas também sei que existem coisas que simplesmente não devem ser medidas. Porque nem sempre uma medida chega para classificar, nem sempre uma medida chega para explicar. Porque algumas coisas simplesmente não têm classificação, não têm explicação.
É, parece que é assim o meu amor por ti. Sem classificação, sem explicação; E sem medida.