Encontra-te. Nem que te percas, nem que vás ter a uma rua sem saída, mesmo que vás ter a lado nenhum. Mas vai. Encontra-te perdendo-te e descobre-te. Descobre de que matéria és feito. De que átomos é constituída a tua massa. De leveza ou obsessão? De tranquilidade ou sobressalto? De lucidez ou de loucura? Encontra-te na loucura se for preciso. E há lá melhor maneira de nos encontrarmos do que na própria loucura?
Encontra o que te define, seja de que maneira for, porque não existe nenhuma regra, nenhuma lei, nenhuma definição, nenhum caminho. Então vai, encontra-te onde não é suposto e no suposto se for preciso. Encontra-te, nem que vires o mundo do avesso! E se tiveres de virar, vira. E vai. Descobre de que matéria és feito. Porque no final não interessa como, onde ou quando; Desde que sejas tu próprio, desde que te encontres.

