segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Hoje vamos viver ao descoberto




Vivemos cobertos de medos, cobertos de máscaras. 
Precisamos de mais clareza, de viver ao descoberto. Deixar de nos cobrir para que não vejam quem somos, só porque temos medo que se desiludam com o que queremos ser, que não aceitem como queremos viver. Precisamos. Precisamos de olhar os nossos desejos, olhos nos olhos. Ama-los para alcança-los. Esquecer as vontades alheias, lembrar as nossas vontades. Amar as nossas vontades. Ir se queremos ir, não deixar que nos impeçam de ir. Amar o nosso caminho a cada passo incerto.
E mesmo que as certezas não existam. E mesmo que as opiniões doam. E mesmo que a reprovação te queira forçar a desistir. Não desistas. Não enclausures os teus sonhos. Tira a mascara e vai.
Vivemos demasiado tempo cobertos de medos, cobertos de máscaras. Mas esse tempo acabou. Hoje vamos viver ao descoberto. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Borboletas e mais borboletas




Borboletas e mais borboletas, confusão de borboletas. Culpa da primavera ou culpa do amor, ou culpa de ambas que teimam com tantas borboletas. Vejo uma na flor e sinto outra no estômago. E uma que voa e outra que faz voar e no final ambas são irrequietas, ambas são silenciosamente arrebatadoras.
E quando se olharem e derem as mãos, o teu coração sobressaltado vai fazer sinal à primavera e oh, repara que lá vêm elas de novo. Confundem-se com arrepios, saem dos limites do comum, esvoaçam no inexplicável, passeiam pela escassez do saber, na mistura do que não é concreto. 
O amor apanhou-te.
Quando reparares, já saberás que estás perdida, ou que afinal te encontraste, ou que te perdeste ao te encontrares e vice-versa. Já saberás tanto, mesmo sem nada saber. Saberás que estás condenada ao eterno, que estarás manipulada por um sorriso e que a sintonia só se estabelecerá entre o toque da vossa pele, entre uma troca de olhares. O amor é assim. Não deixes esse sentimento escapar. Deixa as borboletas voarem e voa também com elas.


sábado, 7 de janeiro de 2017

Sê tu mesmo e vai





Observa. Foca-te no horizonte, solta-te do finito, some do mundo, perde-te no espaço, flui no imenso, dispersa-te no eterno, aproxima-te do singular, toca no infinito, solta as emoções, busca as explicações perdidas, as razões desconhecidas e a compreensão do pensamento. Parte para longe, comete uma loucura, planeia uma viagem, falha, corre, cai, levanta-te e observa.  Sê desconhecido, sê aventureiro, sê impossível e torna-te possível, sê indefinido e define-te. Sê tu mesmo e vai.