domingo, 5 de novembro de 2017

Doar cabelo é doar amor - The Little Princess Trust





Cortei o cabelo. Sim cortei o cabelo que por mais de 20 anos tive comprido. Desde bem pequenina sempre tive uma loucura por cabelos assim. Quando tinha 6 anos ele era literalmente metade de mim. Todo ele aos cachos compridos num tom castanhinho cor de canela. Até que chegou uma altura em que decidi pinta-lo de loiro - Sabe sempre bem mudar, não é? Mas o tamanho manteve-se sempre. Era uma paixão. 
Ontem dia 4 de Novembro de 2017 tomei uma decisão, que por mais que me custasse eu sabia que nunca me iria arrepender. Porque no fundo era por uma boa causa. 
Decidi cortar o cabelo para doar à ''The Little Princess Trust'', uma instituição internacional sediada em Inglaterra, que apoia crianças que sofrem de cancro e perdem o cabelo devido aos tratamentos. Através das doações, eles criam perucas de cabelo natural que certamente darão um novo brilho ao dia daqueles que tanto precisam. 
Quando o fiz lembrei-me de uma amiga minha, a pessoa mais forte que alguma vez conheci, uma lutadora, com um coração enorme e que por injustiça do universo foi levada por esta doença. Todos os dias me lembro da pessoa linda que era e das coisas bonitas que me ensinou. Ela também como estas crianças perdeu o cabelo. Ela tal como estas crianças merecia o mundo inteiro!!!
Sei que doar o cabelo não vai curar, sei que não vai tirar as dores, sei que não vai sumir com o sofrimento, mas sei que pode roubar sorrisos, pode dar alegrias no meio de tanta tristeza, pode devolver o brilho ao olhar. E se eu posso contribuir, porque não? 
Afinal, doar cabelo é doar amor.

No total foram duas tranças de 24 cm e duas tranças 21cm:



Everyday is an opportunity to transform yourself into a better person - Meggan Roxanne


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Nós não somos a mágoa


Somos apenas o hospedeiro da mágoa. Não somos a mágoa. Ela não define tudo aquilo que somos, mas apenas algumas partes de nós. Nunca haverá apenas uma palavra que defina um ser humano na sua plenitude, porque as palavras foram criadas para tentar explicar as coisas, mas nem todas as coisas conseguem ser descritas por elas. 
Nós não somos palavras, mas regemo-nos por um mundo repleto delas. Ah, e temos tanta sede de as usar que acabamos por esquecer que o melhor da vida habita no silêncio de uma brisa fria de inverno, numa noite de céu estrelado, num passeio ao som da maresia.
Zero palavras e os pulmões enchem-se de vida. Zero palavras e o mundo inteiro diante de ti.
Nós não somos a mágoa, mas muitas vezes definimo-nos assim. Deixamos que ela nos tolde por repleto a visão e o rumo. Vemos a vida a desvanecer-se por entre as nossas mãos em poucos segundos...
Talvez não devêssemos esquecer que as palavras não nos definem; Afinal somos apenas hospedeiros delas.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Parar no sitio certo não valerá o resto das nossas vidas?

 

Com o tempo vais tornar-te uma pessoa mais fria, mais neutra, mais distante. Mas insensível não é a palavra certa. Os sentimentos vão continuar lá, a montanha russa de sensações, a cascata de pensamentos também; Só que tudo vai soar mais leve, mais calmo.
Vamos com calma. Devagar mas rápido. Lento o suficiente para não ficar sem ar, rápido o suficiente para não perder o foco. Achamos sempre que se corrermos muito alcançamos tudo o que queremos e esquecemos que, quando corremos perdemos rostos pelo caminho, perdemos paisagens, perdemos lembranças. Valerá mesmo a pena correr?
Achamos sempre que se andarmos devagar demais, nunca alcançamos nada. Dizem que ''parar é morrer''. Será? Quem nos diz que parar no sitio certo não valerá o resto das nossas vidas? A vida nem sempre combina com os poetas, nem sempre combina com ditados. E com o tempo ela também nos ensina muita coisa.
Valerá mesmo a pena correr?
Não correr, não significa não lutar, não significa ''deixar andar''. Não correr significa ir. Ir com calma. Devagar mas rápido. Lento o suficiente para não ficar sem ar, rápido o suficiente para não perder o foco.