Há instantes na vida que fazem o espírito despertar. Que se entranham nas conexões nervosas, que aguçam os sentidos. Há instantes na vida que fazem o espírito despertar. Que eriçam a espinha, que descontrolam o recato. Há instantes na vida que te mudam. Oh, e bastam apenas uns segundos para a alma desabrochar.
Há tantos instantes na vida que perdemos, por acharmos que nos devemos conter, por acharmos que não vamos sobreviver, por acharmos que é difícil, por acharmos que nos vamos perder. E assim desperdiçamos oportunidades únicas de dar luz à nossa essência, de nos permitirmos ser, sem intransigências, sem contenções.
Os botões de rosas não nasceram para estar fechados e tu não nasceste para ser inerte. A natureza segue um sentido estrito e todos nós devíamos florescer, buscar o sol, buscar a vida.
Ah, e se te faz despertar o espírito vai, se te aguça os sentidos agarra, se te eriça a espinha persegue, se te descontrola o recato concede, se te desabrocha a alma desfruta.


