
É uma admiradora de sensações. Do toque, do olhar, de tudo o que faz a alma vibrar. O coração palpita a um ritmo obscuro e pesaroso e a cura está mesmo aos seus olhos. A cura está na vida.
Ah, e sente cheiro da maresia, expira os males e de improviso correr parece o melhor remédio. Correu, correu sem parar, sem pensar e, perdeu-se algures em si... Talvez a melhor maneira de nos encontrarmos seja mesmo nos perdermos.
Sentiu, cada pedra da praia, cada pinga de orvalho e de pés na areia, de cabelo ao vento a libertação fez-se sentir em cada parte da pele. A cura estava ali. A cura estava em viver.

