sábado, 20 de fevereiro de 2016

Criar a Mudança


O mundo está tão cheio de realidades. Realidades que se cruzam, que se debatem e que muitas vezes se destroem. Cada vez mais criamos autodestruição com as nossas próprias acções. 
Nos dias que correm são-nos impostas ''limitações'' para que possamos ser integrados numa sociedade. Sim, chamo-lhe de limitações porque nos prendem o corpo, nos enclausuram a mente. Limitações porque não nos deixam voar. Somos como que  marionetas de algo maior. Passamos a ser controlados e passamos a sobreviver para que possamos viver. Irónico não? 
A rotina do dia-a-dia, do emprego, das ruas, das correrias, das mentes endinheiradas, mentes corruptas, mentes maldosas.  Por entre tudo isto esquecem-se os sonhos, esquecem-se as mentes amantes e as poucas modestas que nos restam. O sonho nunca passará de sonho enquanto mantivermos as convicções limitadas, os corações agarrados àquilo que nos obrigam a achar correto.
Vejo cada vez mais olhos sem razão, passos sem sentido, corpos sem missão. Vejo cada vez mais almas sem amor. Para onde foi o amor? Vejo cada vez menos a valorização do próximo, o carinho para com quem nos fez bem, a valorização daquele que singrou. Cada vez menos mudança.
E onde está a mudança? E o que acontece se não mudarmos? 
O que importa no final é que a mudança recomece no meio do nosso intimo, se inicie em cada um de nós, por um motivo, para um fim, para nós próprios ou para os outros. O que interessa é começar,  manter o brilho nos olhos, a chama na alma, a melodia nos passos, o sorriso no rosto. O que interessa é lutarmos por aquilo que amamos e sim, sonhar se for preciso!

Com amor,

Wild Spirit

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A melhor maneira de nos encontrarmos é...



A minha cabeça era a minha maior inimiga, o meu maior desafio. Todas as noites e todas as manhãs tentava lidar comigo própria. Nunca consegui. Era um ciclo vicioso, fechava-me e ainda mais me queria fechar. Escondi-me e ainda mais me queria esconder. A minha mente estava a destruir-me. Eu estava a destruir-me. A depressão estava a fazer com que me perdesse, pouco a pouco, de uma forma psicologicamente dolorosa. Chegou a um ponto que não aguentei, e de alma rasgada e coração pousado em cima da mesinha de cabeceira desisti de buscar a forma de coloca-lo no sitio.
Encaminhei-me para a praia, sem ritmo nas pisadas e de corpo desleixado. Fazia-o todos os dias. Mas naquele finas de tarde era diferente, a determinação era diferente. O coração palpitava a um ritmo obscuro e pesaroso e a cura estava mesmo aos meus olhos. Só o tinha de descobrir.
Percorri o passadiço, descalcei as sabrinas e coloquei os pés na areia. Não sabia qual destino teria aquele final de tarde. Estava sozinha, doente, gelada por fora, destruída por dentro. Só queria voltar a sentir. Foi então que me concentrei. Olhei para o horizonte e comecei a correr de olhos fechados.
Só queria senti de novo. Sentir o cheiro da maresia, sentir o coração a palpitar. Sentir cada grão, cada pinga de orvalho. Sentir, sentir, sentir. Mil vezes sentir. Queria sentir o cabelo ao vento, os pés molhados, o sal nas bochechas. Queria sentir-me. Então corri. Corri sem parar, corri até que me perdi. Perdi-me algures em mim. Quem sabe se a melhor maneira de nos encontrarmos não é mesmo nos perdermos? Afinal de contas a cura estava mesmo ali. A cura estava em viver.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Vamos?


Corre meu amor. Vem-me buscar. Quando chegares vamos ser. Vamos pôr alma no desalmado. Vamos ser opostos. Vamos ser urgentes. Oh, chegaste.
- Vamos?
- Vamos.