segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Em primeiro lugar, quero que saibas


Em primeiro lugar, quero que saibas que tudo só passou a fazer sentido no dia em que chegaste - mesmo que eu ainda não o soubesse. Em primeiro lugar, eu quero que saibas sobre todos os males que espantaste, todos os sorrisos que criaste, sim. Quero que saibas que nunca ninguém chegou onde chegaste ou fez por mim o que fizeste. 
Inicialmente tinha medo que descobrisses esta alma fria que em mim havia, que tocasses nela e em ti se congelasse o sentimento que pudesses sentir. Tinha medo de pôr ao descoberto as feridas, as dores e que cada pedaço de escuridão em mim te fizesse correr para longe. E eu queria ter-te por perto, sem saber, mesmo querendo ter-te longe por prevenção. Não previ, não preveni. Tu aproximaste-te e eu deixei. E foi aí que o meu mundo se tornou bem melhor. E foi aí que eu fui salva em todos os sentidos que ''ser salvo'' possa significar. Tiraste-me daquele lugar triste e mostraste-me o quão bonito tudo isto pode ser sem ser preciso muito. Hoje sei que basta a tua companhia e que mesmo em silencio somos felizes. Oh e eu sou tão feliz quando somos, quero que o saibas.
E em primeiro lugar quero que saibas que tudo só passou a fazer sentido no dia em que chegaste - mesmo que eu ainda não o soubesse... Mas agora sei.

sábado, 10 de setembro de 2016

Descobre de que matéria és feito.


Encontra-te. Nem que te percas, nem que vás ter a uma rua sem saída, mesmo que vás ter a lado nenhum. Mas vai. Encontra-te perdendo-te e descobre-te. Descobre de que matéria és feito. De que átomos é constituída a tua massa. De leveza ou obsessão? De tranquilidade ou sobressalto? De lucidez ou de loucura? Encontra-te na loucura se for preciso. E há lá melhor maneira de nos encontrarmos do que na própria loucura?
Encontra o que te define, seja de que maneira for, porque não existe nenhuma regra, nenhuma lei, nenhuma definição, nenhum caminho. Então vai, encontra-te onde não é suposto e no suposto se for preciso. Encontra-te, nem que vires o mundo do avesso! E se tiveres de virar, vira. E vai. Descobre de que matéria és feito. Porque no final não interessa como, onde ou quando; Desde que sejas tu próprio, desde que te encontres.


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Somos como um laço

 

Somos como um laço. Entrelaçados. Somos feitos de tecidos diferentes, matéria distinta, mas combinamos. Combinamos conjugando cada diferença num novo tom, numa única cor e assim embelezamos o nosso sentido que é sentir, o nosso sonho que é sonhar, o nosso destino que é amar. E embelezamos, e sorrimos. 
Bem sabes que como todo o laço também nós podemos romper, se não cuidarmos, se nos esquecermos. E tudo pode ser desfeito caso não reapertemos vez em vez, se não relembrarmos o motivo pelo qual nos abraçamos, pela qual nos decidimos juntar num só tecido. Um só é o que queremos ser. 
E somos. Somos um laço desengonçado porque desengonçamos, porque somos doidos dentro da nossa lucidez, somos precipitados por entre a nossa sensatez.
Bem sabes que destruímos medos e derrubamos as maiores barreiras de mãos dadas e mesmo por vezes cansados, prosseguimos o caminho por entre olhares maldosos e pensamentos invejososos.
E somos. E mesmo podendo não ser nada, escolhemos ser tudo. E assim seremos.