segunda-feira, 16 de abril de 2018

Queria eternizar aquele momento


Queria eternizar aquele momento. Para ser franca, contigo, queria eternizar todos eles. E de facto eu podia eterniza-lo em âmbar, ou então em pedra. Ou em qualquer outra coisa, mas a verdade é que nada disso tinha graça. Nada disso fazia sentido para mim. Para que quereria eu um momento parado num instante? Sem movimento, sem fôlego. Sem sangue a correr. É quase como se tornasse vazio de emoções. Sem melodia, sem ritmo.
A importância do instante está na duração momentânea dele. Porque dura. Porque começa e porque termina. Porque move e te faz mover. Porque é tempo. E é por assim ser que o queremos eternizar, porque queremos que dure - guarda-lo para nós na duração. Talvez os momentos sejam apenas para se eternizar na alma - Para que se movam em nós, porque a alma não é estática; E nós também não. 

domingo, 15 de abril de 2018

Mama's gotta a gun


In the first place, you will get your filthy hands and put them in your pocket.
Firstly, you'll look at yourself in the mirror and bathe in disgust.
Firstly, look to all the mess that you've done. Look well.
Firstly, stop with all that manipulation and leave her alone.
The end for you.
So do it. And feel filthy with shame. Feel yourself in the hole, in the dark, in aversion - despicable. As once she felts. Cause there's nothing else you can do. There should be nothing in this world that can make you feel relieved. Because relief is you far away from anyone, from everyone, from her. You know that the salvation of many is the absense of some?
In the first place, you will get your filthy hands and put them in your pocket and you'll get the hell out of here. (Mama's gotta gun. Because mama's always take care. Always.)
Firstly, Let her be. Let her live. Let her bloom.
Damaged heart, strong soul.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Diário de um ansioso #2



Quando o pânico chegar. Respira.
Quando o pânico chegar,  não o deixes se apoderar de ti. 
O pânico. É uma avalanche, uma bola de neve que marcha atrás de ti. E tu corres com todo o fôlego até ficares sem ele - como se fosse o ultimo dia da tua vida, como se aquele momento ditasse o fim. Corres com tudo e com nada, mas ela acaba por te apanhar. O desespero é demasiado. Sentes-te preso dentro de ti, um bloqueio incondicional, um aperto no peito e milhões de sensações prestes a explodir. Uma autentica bomba relógio. E tu sabes que quando chegas a esta fase, os danos colaterais são quase irreversíveis e o desgaste é inevitável. Como qualquer bomba, os danos só se evitam se a desactivares. Mas por vezes por apenas 5 segundos não consegues. E explodes. Explodes por todo o lado, coração e ser. 
O pânico. É uma avalanche, uma bola de neve que marcha atrás de ti. E o sofrimento chega juntamente com uma desilusão avassaladora que te oprime, que te rebaixa, que te coloca a confiança bem lá em baixo, bem pequenina. Sentes a regressão no peito. E mais uma vez a desilusão na alma.
Quando o pânico chegar. Respira.
Quando o pânico chegar, não o deixes se apoderar de ti.