sábado, 25 de maio de 2013

Ele para ela & Ela para ele IX (ele)

 
Sem reparar já caminhava a um passo acelerado em direcção a ti, já tinhas virado o rosto para a loja, acelerei e acelerei, parecia que nunca mais chegava perto, e ah parecia uma eternidade. Corri irrefletidamente, corri. Até que finalmente cheguei. Cheguei e tu ainda estavas a olhar para dentro da loja, parecias evitar-me, então eis que pronunciei um ''olá'' com receio, bem baixinho, bem amedrontado... O tempo abrandou em contraste comigo, via virares-te lentamente e eu já não sabia o que sentia, nem sabia se era real estar ali, se era possível sequer.
Eis que te viras... E foi aí que o meu coração abrandou, os meus pulsos cerraram, a esperança fugaz sumiu, o sentimento desiludido calou o coração e uma lágrima correu pelo rosto como nunca outrora correra. Não, não podia... Pedi desculpa, virei costas e fui embora, vim para a praia, para onde venho, sempre e para não variar, quando a vida me dá estes pontapés, estas desilusões. Provavelmente esta será a mais humilhante de toda a minha vida, e se não for a mais humilhante é a que mais doeu pelo menos.
Não era ela, NÃO ERA! oh como pude ser tão burro, como me pude enganar, como pude algum dia me convencer que pudesse ser real. Se nunca amei ninguém e sempre magoei todo mundo, como iria merecer ser feliz na primeira vez que amo? Eu não penso, não penso!!! É suposto cerrar o coração depois disto? era isso que querias? - e disse-o olhando para o céu - Era isto? Cerra-lo quando o abri? Quando me tinha apercebido que amar era certo? Talvez não seja assim tão certo afinal... Talvez certo fosse o que sempre fui, frio, desprendido, ausente de emoções, materialista. Era mais feliz se calhar...
Agora vou mergulhar sobre a lua desfocada pelas nuvens, pode ser que o sal destrua a tristeza, a revolta, tudo isto. Pode ser que a agua limpe toda a impureza, e inocência que em mim se estava a formar. Pode ser... Depois disso vou deitar-me na areia molhada e vou deixar que a chuva me lave os restos de amor e que os sonhos me levem de novo ao que sempre fui. O que sempre fui... Quero voltar ao que sempre fui, por favor...



(mais um parte da história, desculpem se demorei muito :s A partir
 de agora vou escreve-la com mais frequência, espero que gostem! )

6 comentários:

Audrey Deal disse...

A história está brutal, adoro, escreves super bem e adoro o novo design do blogue, está lindo, adoro a árvore :D

Sentimentos Incontrolados disse...

Pois, eu por acaso reparei nisso. Mas obrigada por avisares.
Essa frase é mesmo verdade :s

Sentimentos Incontrolados disse...

Vou deixar as coisas correrem e logo se vê no que isto dá...

Jéssica Pires disse...

Obrigada querida :)

Sentimentos Incontrolados disse...

Também acho...

Pudim-flan disse...

Quero viver na tua imaginação! Belíssimo!