domingo, 22 de abril de 2012

o sincero só sai sem ser por obrigação


Definitivamente ela nunca foi uma pessoa de muitos sentimentos ou melhor dizendo, de os demonstrar. Sempre foi muito fechada e principalmente envergonhada no que tocava a ligeiras palavras ou acções que poderiam fazer toda a diferença. Não sei, talvez não estivesse ainda preparada para as consequências de mostrar quem realmente era. Ou se calhar apenas o seu maior medo sempre tenha sido sofrer, sentir-se desvalorizada por mais tarde se esquecerem de todas as suas palavras, todos os esforços e sem dúvida também de toda a entrega. Ou por isto ou por não ter encontrado quem lhe desse o real motivo para ela concluir ''vou ser eu''. Sim, talvez seja isso. Sim foi! talvez tenha sido...
Ela fechou-se no próprio ser, trancou também a alma e esfriou um pouco mais o coração. Foi por medo. É, o medo tem destas coisas. mas é à custa de enfrenta-lo que aprendemos muito e às vezes até demais! Mas no fim vale a pena. Vale sempre ou quase sempre. Não sei.
Sabes, mas houve um dia em que ela aprendeu. E nesse dia tudo mudou, a alma dela abriu-se ao mundo sem medo, o racionalismo recuou e o sentimento avançou. E foi nesse dia, nesse preciso dia em que ela compreendeu que enquanto podemos temos que lutar, que ganhamos mais tentando do que ficando parados a pensar de como poderia ser se tivessemos seguido em frente, nesse dia em que percebeu que sentar a meio do caminho só trás o fim mais depressa.
Sabes, eu vi muito dela e posso dizer que ela aprendeu. Mas só quando alguém diferente apareceu! Só quando alguem a fez perceber que o sincero só sai sem ser por obrigação.
E foi ele sim que a despertou. Ele que apareceu e arrebatou-a logo de certo com o olhar. E de cada vez que a fitava ternamente o seu mundo fictício desabava, e sua frieza desaparecia, a dor congelava e ela ficava doce como o mel e mais derretida que um gelado ao sol no pico do verão. Oh, do que ele é capaz.

12 comentários:

Ana Margarida disse...

Gostei imenso, imenso, imenso. O que o amor faz.

joana. disse...

muito obrigada (:

Márcia* disse...

adorei e identifico-me um pouco (:

Marta'Santos disse...

AMEI ***

don vito andolina disse...

Hola , concisas y precisas letras desnudan a golpe de talento la germinal belleza de este blog, si te va la palabra encadenada, la poesía, te espero en el mio,será un placer,es,
http://ligerodeequipaje1875.blogspot.com.es/
gracias, buen día, besos reales..

nês disse...

omg, que lindo! sigo*

Ana Margarida disse...

És um doce, mesmo. Muito obrigada, e sabes? Quero ver-te bem, feliz, também.

nês disse...

obrigada o teu texto também está fantástico

Ana Margarida disse...

Oh que querida! Estarei sempre aqui para ti, também, minha querida.

Ana Margarida disse...

Ora :)) não agradeças, anjinho.

Patricia Laranjeira disse...

adorei o texto e o blog, estou a seguir* :)

don vito andolina disse...

Hola Sofia, regreso ligero de equipaje a tu hermosa casa, aquí me quedo, muy agradecido, pasa buen día, besos solidarios..