sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Ele para ela & Ela para ele VI (ele)


Dois dias e duas noites passadas em busca de respostas, ou perguntas. Apenas soluções, todas, ou nenhuma delas. Apenas à tua espera? talvez seja isso, ainda tinha esperança que te arrependesses de ter ido embora, que considerasses até que eu não seria de todo má pessoa, mas não. Nada disso, engano meu, só esperava que me perdoasses e agora não sei sequer o que fazer. Passei horas a caminhar pela praia, outras quantas sentado em rochedos e nenhuma a dormir por mais estranho que pareça. Não consigo, nem quero. Não quero porque não ponho a hipótese sequer de parar de pensar em ti nem por um segundo que seja, não quero que me escape nenhuma lembrança da memoria, nenhum pormenor. Além disso quero ter a certeza que tu passas ou não por aqui. Quero me certificar que não desististe ou que realmente me deixaste. Vou continuar aqui até me certificar, é isso...
Oh tu não tens culpa, eu é que me precipitei, falo como se me conhecesses, mas não me conheces, e estando o mundo como está eu poderia ser um maluco qualquer. Tiveste todas as razões para fugir. Agora falo sozinho, estou perdido. Talvez precise de ti ou apenas do teu perdão. Preciso dos dois.
Tenho quase a certeza que nunca mais te verei e isso atordoa-me, mexe-me com o sistema nervoso e não sou capaz de aceitar. Por favor pequena, menina das sardas, não te esqueças de mim! Pensa por alguns instantes, recorda as conversas, as brincadeiras. Se imaginasses como fico sem saber como estás... Sem ti fico sem significado, sem destino tal e qual antes de te conhecer. Agora é pela tua ausência. Preciso de ti. Preciso do ritmo dos teus passos, do brilho dos teus olhos, que mais não seja ver esvoaçar do cabelo comprido ao fundo da rua. oh quer ver-te através do reflexo do vidro da loja.
Eu só queria voltar atrás no tempo, mudar o que fiz, ou pelo menos tentar remediar... Aliás foste tu sem saberes que me ensinaste a ver o que realmente valia a pena, foste tu que me ajudaste a sorrir de novo, tu que me ensinaste a amar. Agora sei o que é, e entendo porque doí tanto. E eu tenho que te contar tudo isto, tenho de te explicar o que sinto. Mas como? Onde estás tu? Porque fiz asneira? Oh, isto tudo só vale a pena se for por ti. Mas eu vou encontrar-te eu sei que sim e prometo que vou esforçar-me para que tudo seja diferente... E desta vez prometo não te deixar ir e cuidar de ti pequena. Prometo!

5 comentários:

Ana disse...

está muito bom :)

Ana disse...

Então temos algo em comum :)

Ana disse...

Deixa lá :)

catarina disse...

Que lindo *-*

Pudim-flan disse...

Eu sei que já escreveste isto à imenso tempo mas PÁRA! Está tão linda toda a história!!