sábado, 2 de novembro de 2013

Carta de ''eu'' para ''quem sou''- II

 
Olá pequena,
Ultimamente não tenho ouvido nada sobre ti, não sei se por mim culpa ou se por tua... Talvez culpa minha por ter achado que estava tudo bem, por ter sequer julgado que era serenidade o nome do teu silencio... Não era e agora vejo que era  apenas um mergulho de busca, um mergulho de compreensão.
Não te ouço e por mais que eu fale tu não me pareces entender. oh e tu sabes que só sei o que digo quando tu me entendes. Sempre mantivemos uma relação de simbiose, eu preciso de ti, mas também tu precisas de mim. Então porque não me respondes? Porquê te escondes?
A tua ausência, a ''minha'' ausência tem baralhado os meus dias, delimitado as minhas ações. Poucas são as coisas que não me parecem vazias, poucas são aquelas a que atribuo significado. Falta-me a coerência que sempre te esforçaste para me dar e agora sem a tua ajuda já nem incoerente consigo ser.
E eu sorrio, e tu não reages, tens te tornado cada vez mais neutra, mais auto protetora. Oh, mas pequena eu sei que tens que te proteger, e sei também que tens tanto medo do mundo. Tu sabes que eu também o tenho, mas por favor não fujas, não feches os olhos, pelo menos não para mim... Fala comigo.

Com amor,
aquela que te conhece

3 comentários:

Ísis disse...

Está sublime este post.
Mesmo a sério. As vezes nem nós parecemos conhecer-nos, nem nós nos compreendemos e permanecemos assim, tempos em tempos sem conseguirmos sair desse silêncio arrebatador.

Ísis disse...

Tens razão, é mesmo muiito dificil mas não podemos desistir.

Joana Teixeira disse...

q carta perfeita!