sábado, 6 de janeiro de 2018

Perdi-me no acaso dos teus olhos.


Perdi-me no acaso dos teus olhos. Perdi-me e quase de imediato soube que não tinha mais como escapar. Arrebataste, preencheste, aqueceste, libertaste e talvez me tenhas aluado um pouco. Hás-de me explicar como fazes isso tudo com um olhar, está bem?
Perdi-me no acaso dos teus olhos, é verdade. E um nó garganta começou a formar-se juntamente com aquelas borboletas loucas a esvoaçar na minha barriga. Ainda hoje, sempre que nos olhamos é como se os nossos olhares ficassem entrelaçados, a pairar sobre uma faísca qualquer que não sabemos explicar. O amor consegue ser tão cliché, não é? De facto. Mas a verdade é que me perdi no acaso dos teus olhos. E foi nesse momento que percebi que o melhor da vida pode começar no momento em que nos perdemos.
É, Perdi-me no acaso dos teus olhos - E existe lá melhor coisa na vida do que nos perdermos num olhar?

3 comentários:

Cláudia S. Reis disse...

Cada vez acho mais que um olhar vale o mundo. Belo texto ♡

Ana Ferreira disse...

Sem qualquer dúvida :) obrigada linda, um beijinho!

Marisa disse...

Os olhares são labirintos infinitos muito envolventes.