segunda-feira, 23 de julho de 2012

Ele para ela& Ela para ele V (ela)


E eu larguei todos os meus medos naquela noite, todas as minhas frustrações, todos os meus erros. Larguei-os e não falei, não hesitei. Larguei-os e ignorei. Ignorei a voz de desespero de todos aqueles males que se queriam juntar a mim de novo. Não posso. Não, não vos quero mais!
Algo maior me absorveu e eu não queria admitir, ainda me custa a admitir, mas não posso mais esconder. Pelo menos a mim não. Já me escondi tempo suficiente dentro das quatro paredes gélidas do meu quarto a chorar ínfimas horas pelo que não valia a pena. Como conseguiste tirar-me de lá com apenas um olhar por entre o reflexo da vidraça de uma loja de bolos? Como? Simplicidade que me fascina. Foi ali, ali que me conquistaste...

Motivo de tudo isto?

Oh esta manha acordei no areal do lado dele, exatamente da mesma forma que adormeci, tudo estava estável, ou quase tudo. Fazia uma manha bonita, as gaivotas andavam de um lado para o outro divertidas, a maré estava vasa e o sol brilhava tanto que me doía os olhos só de os manter abertos. Eu não tinha noção das horas, para mim o tempo tinha parado e queria que continuasse assim. Deixei de dar desculpas sobre o que eu poderia estar a sentir, deixei de desculpar-me por aqueles estranhos sintomas que eu evitava pronunciar o nome mesmo eu já o sabendo. Deixei quase tudo para trás e fiquei apenas com o meu coração e os sentimentos. Deixei  tudo por um momento, por uma diferença que se impôs desta manha em relação à noite passada. Havia uma diferença. Uma diferença encantadora que me fez cair uma lágrima, mas desta vez de alegria, pela simplicidade mais uma vez, a simplicidade dele... A diferença? a mão dele, a minha mão. As duas interlaçadas por união. Sem medo, nem motivos para fugir. Sem falar e com alguns centímetros de distancia.
Apesar de tudo isto, não consegui ficar, era demasiado absorvedor ficar ali a olha-lo enquanto dormia, enquanto esperava acordar ao lado de alguém. É contraditório o que fiz, sabendo que sempre sonhei algo assim. Ou melhor, que nem os meus sonhos alcançavam algo assim. Fui embora. Deixei lá o meu pequeno, deixei-o com as recordações... Pode ser que se lembre de mim, ou se calhar até se esqueça. Tenho demasiados defeitos para uma pessoa como ele... Prefiro que fique com o bom de mim, o pouco que conheceu, porque oh.... Se conhecesse mais fugia... Eu sei, tu fugias, qualquer um fugiria.  Mas olha apesar de não saberes, prometo não me esquecer de ti.

5 comentários:

Paula Rodrigues disse...

Adorei! Lindíssimo :)

Tiz disse...

Lindo! fico a espera da próxima parte!
Escreves muito bem <3

ParadoxoSD disse...

Fico contente, obrigada*

Tiz disse...

Muito obrigada e já sabes, anseio IMPACIENTEMENTE pela próxima parte da história! <3
Tens um blog lindo!

lu de lúcia disse...

oh, és uma querida!