quarta-feira, 18 de julho de 2012

Inevitável? É a saudade.


''Olha, tinha saudades tuas.'' Será muito repentino? Vou tentar de novo... ''Olha, não me deixas mais?''. Sinceramente não sei o que te dizer, não sei sequer se devia estar a escrever isto visto que prometi que nunca mais falava de ti, visto que já sofri demais para enunciar o teu nome. Mas sabes? Enuncia-lo ou não vai dar no mesmo. E porquê? Porque é inevitável não lembrar do que já está gravado na essência, no coração. É inevitável, mais forte do que eu e eu não consigo ser insensível a esse ponto.
Diz-me porque não voltamos atrás no tempo? Ou tentamos remediar o que quebramos? Porque não continuamos a historia que deixamos a meio? Os infinitos capítulos que deixamos por fazer? Porque?Eu esqueço a ferida, eu mato as lembranças das coisas más, eu afogo o ódio e realço o amor. Eu faço isso tudo mas volta, volta por favor. Eu estou aqui desde a madrugada do dia em que me deixaste à tua espera. Estou aqui sem centenas de horas de sono e com milhares de milhões de saudades para matar. Acredita, eu desta vez agarro-te e não te deixo ir independentemente do que aconteça. Vem, peço-te. Vem agarrar a minha mão, vem. Vamos curar as feridas juntas. Estas feridas que só pioram com a ausência, vem vamos cura-las com os nossos sorrisos. Minha pequena, se preferires agarras a outra mão assim não nos lembramos das coisas más que dizes? A mim parece-me bem!
Ainda temos tempo. Ainda podemos despertar a união que está adormecida, podemos reavivar o amor que nunca se perdeu, e prender o que temporariamente se largou. Ainda podemos ser melhores do que éramos e do que somos. Mas sabes? Só o vamos conseguir juntas.

2 comentários:

Carlos disse...

é necessário sempre lutar. nem que não seja de carne e osso, mas através das garrafas e dos sonhos que elas provocam.

lu de lúcia disse...

que bonito *.*
obrigada, és um amor!