sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Simplicidade e palavras


Já não ouve as histórias que assombravam por entre suspiros, e aquelas personagens surreais já não interrompem mais os sonhos. Já quase nada a destroi com apenas um mero toque ou lembrança.
Era a simplicidade que lhe faltava para que tudo mudasse de rumo. Porque o simples sempre foi bonito. E tão confortante, não é? Já nem falando de um beijo carinhoso, nem abraços apertados. Mas sim de dialogo, compreensão, apoio ou até um sorriso breve. Mas eu falo de muito, falo de pouco. Não falo de nada, falo de tudo.
Para quem não sabe e quem não compreende é como que se estivesse de boca fechada. Mas para quem não precisa de ouvir cada palavra, liga-se em sintonia a cada memória e acaba por entender a essência de um texto, ou a si próprio. Compreensivel. Para os restantes é como se tudo fosse o imaginário do meu pensamento, o absurdo do complexo, apesar de ser apenas mais uma parte de mim. Mas não será isso mesmo absurdo? Talvez sim. Mas absurdo ou não, sou apenas eu. Nada de mais. Só isso.
As palavras ajudam-me. Quando eu não sei o que fazer, elas sabem. E quando estou perdida, elas guiam-me por entre virgulas e pontos finais, por entre sentimentos e expressões. É então nos momentos mudos que elas fluem como uma brisa e falam por si, falam por mim. Elas não me deixam, mesmo quando são poucas. Mas com pouco sempre se fez muito. Como em tudo na vida.

3 comentários:

Cláudia Ribeiro * disse...

Está lindo.

Vanessa Silva disse...

Está mesmo fofo o texto e gosto mesmo muito do tema .D

Cláudia Ribeiro * disse...

Muito, muito obrigada doce ♥