quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ele para ela& Ela para ele VII

Ela para ele
6h
Terceiro dia... O terceiro dia que fico sem nada fazer já começou à cerca de 6h atrás, e eu ainda estou sentada na cama a apreciar os cobertores, a olhar a lâmpada que fundiu à poucos minutos, a olhar para o relógio, ver as horas passar e passar... Continuo aqui à espera que a solução caia do céu, ou da lâmpada fundida, não sei... Sei que prometi que ia lutar,  mas como? Passo horas sentada rodeada de comida - acho que é a única maneira de não resumir estes dias a ''nada'' - enquanto penso no que fazer e.... nada, não surge nada. Só ele aparece nos meus pensamentos e a verdade é que o descontrolo dos meus sentimentos também não me permitem mais. Culpa dele oh... Porque me deixas assim?
 
8h30
Cheguei à praia, e vim exactamente ao mesmo sitio que falamos pela primeira vez... Não sei se pareço masoquista, se faço bem ou mal relembra-lo, mas é inevitável. Estar aqui faz-me sentir-lo mais perto, sinto-o quase como se estivesse atrás de mim a afastar-me o cabelo para encostar a cabeça à minha, pousando o queixo no meu ombro. Sinto um arrepio frio de pensar que poderia estar assim próximo e por momentos acabo por me convencer e confortar com essa sensação. Ah,e eu sinto-o tão perto mas ao mesmo tempo tão longe de mim.. Mas num instante todas estas visões desaparecem e percebo que estou apenas sentada numa rocha com um pé mergulhado num laguinho de água salgada e outro enterrado na areia.
Onde estas? questiono-me se é ridículo o que faço e se é justo chamar ridículo ao que sinto. Se bem que amor é ridículo... Será amor? Mas que raio digo eu? E que sentimento é este? Oh, sinto-me a lutar em vão, pelo que não vem, nem nunca virá, jamais... Vá lá, por favor. Vem! Vem e fica comigo, ouve o que te tenho para dizer. Estou à tua espera, vês? Até já falo sozinha... Mas para não parecer tão mal digo que falo para o mar. Ah, também poderia o mar trazer-te tal e qual como o te levou de mim.
19h00
Está a anoitecer, e eu muito crente estou aqui a admirar tudo, a contemplar o mar e a suspirar para que este ouça as minhas preces. suspirar... E aqui vou permanecer, quero ter a certeza que não vens, ou que desististe de mim... Quero tirar esta teima. Quero sorrir de te ver ou chorar de não te encontrar. Mas pelo menos uma certeza eu quero, não continuar assim num deambular incerto, nesta incerteza desconfortante que não sei distinguir se é saudade ou peso na consciência... Não sei. Só sei que preciso de ti.

12 comentários:

Cátia Costa disse...

Um amigo meu disse-me aquilo. Gostei tanto :')

Cátia Costa disse...

Mesmo :) Eu também adorei ouvir eheh

S* disse...

Amor é um sentimento, mas ao mesmo tempo é uma confusão. Algo que nos preenche e no momento seguinte nos devasta.
Tudo o que podemos querer é manter-nos fortes no piores momentos, mas isso é tão impossível de ser realmente assim...

Adorei o teu blog, sigo-o. As tuas palavras neste texto comoveram

claire disse...

esta tão bonito e sentido..parabéns!

Cláudia ♡ disse...

Tens imenso jeito para escrever :)

Cláudia ♡ disse...

Não tens que agradecer, aliás, obrigada eu :)

Cláudia ♡ disse...

Sigo-te também*

Lizzie disse...

:)

anónimo (: disse...

gosto muito (:
http://trueofmyhistorylife.blogspot.com/
vê se gostas (:

anónimo (: disse...

então porque te conquistou ? (: obrigada , mesmo (:

anónimo (: disse...

e é mesmo sincero , acredita (:

C. disse...

Obrigada :)