sábado, 26 de novembro de 2016

A crueldade


A crueldade revolta, faz-te perder a lucidez, retorce-te as emoções. O pior: Sabes que não a consegues controlar, por mais que tentes. E isso assusta-te. Não consegues dominar as mentes más que te rodeiam. E isso revolta-te. Revolta-te a sensação de impotência. O olhar sobre um mundo que não muda. Um olhar sobre as mentes corrompidas, com falta de valores, com falta de sonhos, vontades. Um olhar sobre a falta de amor que há. É, talvez seja mesmo esse o problema: Falta de amor. Por nós próprios e pelos outros. Pelo mundo. E isso assusta.
Precisamos de encher os nossos corações do pouco de bom que ainda há ou então sujeitamo-nos a ser engolidos por toda esta escuridão. Não podemos deixar. Não podemos deixar que nos roubem aquilo que de bom temos. Porque é isso que nos torna tão únicos. E se todos mantivermos o nosso pedacinho bom, talvez o mundo se torne aos pouquinhos um lugar melhor.

2 comentários:

Cláudia S. Reis disse...

Não duvido que todos unidos conseguiríamos tornar o mundo o local melhor!

Mari disse...

Idealista o final, não?
As pessoas são muito muito egoístas. Eu também sou, n o vou negar.

Mas pelo menos tento ser o menos cruel possível. Aliás acho que nunca fui cruel, porque tento sempre que posso colocar-me na pele do outro.
Gostei muito deste texto/reflexão e identifiquei-me mesmo muito com ele porque também me entristece e revolta ver um mundo cada vez mais da forma que o descreves.